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Governo perpetua dependência do Bolsa Família

O Bolsa Família completou duas décadas em meio a um paradoxo gritante: em vez de acesso à ascensão social, virou uma rede de dependência crônica que expõe o fiasco das políticas assistencialistas. Lançado em 2003 para “erradicar a miséria”, o programa prometia transferência de renda e porta de saída para a pobreza. Era mentira. Estudos independentes revelam que 20% das crianças e adolescentes atendidos em 2005, hoje, adultos, ainda dependem do benefício.

Pobreza persistente
O Brasil assiste o oposto da prometida ascensão social dos mais pobres: inchaço persistente refletindo o fracasso em atacar as raízes da pobreza.

Objetivo: a próxima eleição
Não precisa ser gênio: o governo mantém os pobres presos ao Bolsa Família para lhes cobrar “gratidão’ por meio do voto, a cada eleição.

Condenados à pobreza
Com a economia estagnada, o Brasil do PT perpetua o assistencialismo em vez de fomentar empregos dignos e educação transformadora.

Dependência explicada
O Bolsa Família virou “o maior programa de compra de votos do mundo”, como certa vez definiu o então senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE).

Emendas pagas por Lula disparam a R$1,1 bilhão
A plataforma de transparência do Tesouro Nacional revela que o governo Lula (PT) já distribuiu R$1,1 bilhão para bancar emendas parlamentares, este ano. Desde o início de 2026, que mal começou na Praça dos Três Poderes, foram pagos quase R$633 milhões em emendas parlamentares individuais e outros R$454 milhões para as emendas de bancada. Deputados e senadores estavam em recesso até o início de fevereiro.

Viu nada
O Portal da Transparência continua sem registrar nem um Real sequer pago pelo governo Lula (PT) em emendas parlamentares, este ano

Mecânica
Emendas são recursos públicos que deputados e senadores destinam a municípios Brasil afora. Parlamentares indicam e o governo federal paga.

Pai da mudança
Há dez anos, sob o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o Congresso aprovou tornar o pagamento de emendas “impositivo”.

Padrão
A investida contra auditores e o presidente da Unafisco segue um padrão. Em janeiro, a PF interrogou o presidente do Conselho Federal de Medicina que ousou questionar a atenção médica a Bolsonaro na prisão.

Máquina de mentiras
Para o senador Marcos Rogério (PL-RO), “a esquerda segue usando a sua milícia digital para tentar manipular a população. Tá na hora de acabar com a máquina de mentiras do PT”, conclama.

Mais que inédito
Por ordem do prefeito de Iguatu (CE), Roberto Filho (PSDB), o salário dele, do vice, secretários municipais e funcionários comissionados serão cortados em 30%. Infelizmente é medida temporária, de apenas 90 dias.

Dissabor
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) alerta eleitores para terem cuidado com os políticos “sabor direita”, aqueles que se dizem de oposição a Lula, mas ainda não declararam apoio a Flávio Bolsonaro.

Só detalhe
O deputado Luiz P. de Orléans e Bragança (PL-SP) observa: ministros do STJ, TST e STM “tiveram seus salários turbinados por penduricalhos e receberam, em média, R$129 mil líquidos no final de 2025”.

Acordados
Marcel van Hattem (Novo-RS) confirmou presença nos atos “Acorda Brasil”, convocados para todo o País dia 1º de março. O deputado estará na capital gaúcha: “Porto Alegre é Fora Toffoli, Moraes e Lula”, garante.

Sorvete não dá mais
A Nestlé desistiu do ramo de sorvetes, transferindo seus produtos para a Froneri, joint venture com o fundo PAI Partners, após décadas nesse segmento. E marca uma redefinição de suas prioridades estratégicas.

Nova estrutura
Pesquisa Datafolha mostra que 64% dos paulistas aprovam construção de uma nova sede do governo estadual; 17% consideram a ideia regular. Já 16% dos entrevistados disseram que a ideia é ruim ou péssima.

Pensando bem…
…quem não deve, não teme. Quem deve, não depõe.

Poder sem Pudor

Corre, Suplicy, corre
O então senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se dirigia a TV Globo, em São Paulo, anos atrás, onde participaria do “Mais Você”, quando ficou preso no trânsito. Preocupado com a hora, porque o programa de Ana Maria Braga era ao vivo, Suplicy não contou conversa: saiu do carro e foi correndo até a televisão. Um petista correndo no meio da rua, em tempos de mensalão? O senador Forest Gump fez o percurso ouvindo gracejos: “Tá correndo de quem?” e “Pega!”

Cláudio Humberto

@diariodopoder

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