Investigadores experientes indicam uma balela do Governo federal e do próprio ministro da Justiça quando repetem que ele não sabe antecipadamente das operações da Polícia Federal prestes a ocorrer. Tem ciência sim, bem previamente, pelo menos de quando serão e onde serão. Só os alvos são avisados na hora para o chefe, em contato do diretor-geral da corporação. O ministro respalda-se na lei para ter acesso a tudo.
A pista
O Decreto 7.689, Artigo 7º, dá uma pista. Pelo texto, apenas o ministro da Justiça deve autorizar os custos com deslocamentos em operações com mais de 10 agentes.
Medinho
Delatores tão importantes quanto Paulo Costa, Nestor Cerveró e Fernando Baiano pediram à Justiça escolta policial na porta de suas casas. Temem por suas vidas.
Delcídio deprimido
Conta um agente: detido numa sala apertada de um QG da PM em Brasília, O senador Delcídio do Amaral passou seu Natal solitário muito choroso. Há risco de depressão.
Tem coisa aí
Senadores ficaram surpresos com a declaração-desabafo do coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Pereira, em audiência: “Eu nunca gostei, como técnico, de analisar o mercado de trabalho pelo desemprego e, sim, pelo emprego. Para analisar o mercado de trabalho, não se deve usar a taxa de desocupação como indicador sintético”.
Mão no coldre
Ferve na Justiça a batalha por direitos na corporação entre os policiais e delegados federais. A Federação dos agentes impetrou duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade no STF contra a recente lei que determina que somente delegados podem ocupar cargo de Diretor Geral do órgão. Estão com ministros Gilmar e Teori.
Mercosul fatigado
Presidente do Uruguai, Tabaré Vasquez assumiu a presidência do Mercosul apontando ‘fadiga’ da entidade. Já apoiado pelos países membros, vai trabalhar pela aproximação com a Europa para tentar se aproximar da Aliança do Pacífico, da qual ficaram de fora.
Dedo na tomada
A Gradiente terá de indenizar seu ex-diretor jurídico duplamente. Houve falsificação de sua assinatura num documento, e o advogado reclamou de assédio moral por ‘piadas de português’, devido à sua nacionalidade. A empresa alegou que tudo foi feito por contabilidade terceirizada. O TST não aceitou.
Papai Noel
O Tribunal fixou a indenização por dano moral em R$ 157.600 pela falsificação da assinatura e em R$ 78.800 pelo assédio moral.
Ponto Final
Definitivamente, não estamos com clima para piadas no Brasil.
Com Equipe DF, SP e Nordeste
