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Governo tem pautas importantes travadas no Senado, mas Lula evita aproximação com o presidente da Casa

Alcolumbre já avisou o Palácio do Planalto que topa um encontro com Lula, mas o presidente deve tomar a iniciativa de convidá-lo para uma reunião. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O governo Lula tem uma série de assuntos importantes pendentes no Senado que gostaria que fossem destravados até o recesso de julho, que começa dentro de duas semanas.

Mas não serão. Davi Alcolumbre não tem pressa de dar andamento acelerado a nenhum deles.

Do fim da escala 6×1 até a votação da PEC da Segurança Pública, as votações devem ficar para agosto, mês em que a campanha eleitoral começa de fato. O que significa que suas respectivas discussões serão contaminadas pelo embate eleitoral e pelo natural esvaziamento do Congresso, uma vez que os parlamentares estarão envolvidos nas disputas eleitorais em seus estados.

Um reatamento da relação entre Lula e Alcolumbre poderia desatar esse nó.

Mas nada indica que a paz esteja perto de acontecer.

Alcolumbre já avisou o Palácio do Planalto que topa um encontro com Lula, mas o presidente deve tomar a iniciativa de convidá-lo para uma reunião.

Só que Lula até agora não quis reaproximação.

Congresso entra em recesso 

Deputados e senadores entram na última semana de trabalho antes do recesso parlamentar com projetos considerados prioritários ainda pendentes de análise pelos plenários das duas casas.

Parlamentares da Câmara e do Senado trabalham até 17 de julho e voltam em 1º de agosto. No entanto, as eleições deste ano devem esvaziar o parlamento pelo menos até o início de outubro, após o final do primeiro turno.

Na Câmara, os deputados já combinaram sessões presenciais apenas de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.

Fora desse período, os parlamentares ficarão livres para articular as respectivas campanhas em suas bases eleitorais já que não estão previstas sessões de votação.

Em ritmo lento desde o início da Copa do Mundo e do período das festas juninas, a Câmara vai se reunir nesta semana para votar projetos. No entanto, aqueles considerados prioritários pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) devem ficar para depois do recesso.

Entre as propostas que ficaram pendente de análise na Câmara está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. Sem acordo sobre o texto e sob pressão de deputados religiosos, a proposta, que já passou pelo Senado e por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), pode ser votada só depois das eleições.

A parlamentar, no entanto, ainda articula a votação nesta semana e tenta viabilizar a votação antes do recesso. Um dos acordos possíveis seria alterar a Lei Maria da Penha e não equiparar a misoginia ao crime de racismo, o que o tornaria imprescritível, uma queixa de parte dos deputados.

Ao mesmo tempo, parlamentares que participaram da última reunião de líderes na Câmara disseram que Motta adotou um tom moderado sobre a votação de projetos, sinalizando que nada de polêmico deve ser analisado na próxima semana.

O texto de Tabata sofre com resistência de religiosos, que temem “interpretações equivocadas” e a criminalização de textos bíblicos. Com informações dos portais O Globo e g1.

 

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