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Governo teme paralisia da agenda econômica com prisão do marqueteiro João Santana

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A primeira avaliação do governo Dilma Rousseff sobre o mandado de prisão temporária do marqueteiro João Santana, expedido nessa segunda-feira na 23ª fase da Operação Lava-Jato, é que não haveria risco de atingir a campanha da petista em 2014, mas poderia gerar uma paralisia na agenda econômica do governo, num momento delicado para a economia do País. Segundo assessores presidenciais, Dilma está tranquila e tem dito a aliados que todo o pagamento que sua campanha fez a Santana foi de maneira “legal”. Preocupa o Palácio do Planalto, porém, o fato de a investigação sobre o publicitário alimentar o processo contra a chapa Dilma/Michel Temer na campanha de 2014, em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral.

A ação, protocolada pelo PSDB, trata, entre outras suspeitas, da possibilidade de a campanha de Dilma ter sido paga com dinheiro de propina de corrupção da Petrobras. As defesas de Dilma e Temer negam as acusações. A investigação contra Santana, diz um auxiliar de Dilma, pode paralisar o Congresso, prejudicando o andamento de temas como a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras), da renovação da DRU (mecanismo que desvincula receitas da União) e a reforma da Previdência Social. (Valdo Cruz e Marina Dias/Folhapress)

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