Ícone do site Jornal O Sul

Greve na França: Quase 50% dos passageiros de trens não poderão viajar no Natal

Em função da paralisação, cerca de 50% dos passageiros de trem não poderão viajar no Nata. (Foto: Reprodução)

A França vive neste sábado (14), o décimo dia de greve contra a reforma da Previdência. A mobilização continua forte, paralisando principalmente os transportes públicos. A expectativa é de que o movimento continue e atrapalhe as viagens e festas de final de ano.

A pedido do governo, a Rede Ferroviária francesa (SNCF) promete para a próxima terça-feira, dia 17, uma previsão exata do tráfego de trens para a época de Natal.

O objetivo é informar corretamente todos os passageiros que compraram e reservaram as passagens com antecedência para as férias de final de ano, que começam a partir do sábado, dia 21.

A diretora-geral da SNCF, Rachel Picard, antecipa que mais de 50% dos passageiros poderão partir. Normalmente, na semana do Natal, circulam na França 5.730 trens de longa distância (internacionais e regionais), segundo a diretora-geral.

Na última sexta-feira (13), o presidente da SNCF, Jean-Pierre Faradou, pediu aos ferroviários “uma pausa” na greve durante o Natal e o Ano Novo. Mas a trégua foi imediatamente descartada pelos sindicatos, que continuam responsabilizando o governo pela situação.

Reforma histórica

O governo convida os sindicatos para uma nova rodada de negociações nesta semana, mas mantém sua determinação em realizar a reforma da aposentadoria chamada de “histórica” pelo presidente Emmanuel Macron. Ninguém parece acreditar em um acordo antes das festas de final de ano.

O tráfego ferroviário continua fortemente perturbado em todo o país. Em média, apenas 25% dos TGVs e trens internacionais circulam, 20% dos regionais e 30% dos suburbanos.

No metrô de Paris, a taxa de paralisação é praticamente a mesma que a registrada durante a semana. Nove das 16 linhas estão completamente fechadas, cinco funcionam parcialmente e apenas duas, que são automáticas, circulam normalmente. O serviço de ônibus é um pouco melhor, com 60% da frota em circulação.

A greve contra a reforma da Previdência começou em 5 de dezembro. Os sindicatos não aceitam a proposta do governo de criar um sistema universal de aposentadoria por pontos, reunindo os trabalhadores do sistema público e privado.

O anúncio de detalhes do projeto de reforma, feito na quarta-feira (11) pelo primeiro-ministro Edouard Philippe, acirrou ainda mais os sindicatos. Eles são contrários a ideia do governo de estabelecer em 64 anos (dois a mais do que o estabelecido pela lei) a idade para a aposentadoria na França.

Uma nova mobilização nacional contra a reforma da Previdência foi convocada para a próxima terça-feira, dia 17.

Sair da versão mobile