Ícone do site Jornal O Sul

Um grupo de 60 brasileiros sofreu um arrastão na ilha Margarita, na Venezuela

Os turistas foram ameaçados com armas de fogo e tiveram que entregar seus passaportes, objetos de valor e dinheiro em espécie. (Foto: Reprodução)

Cerca de 60 turistas brasileiros foram alvo de um arrastão após voltarem de um passeio de barco na região da ilha Margarita, principal destino de viagem do Caribe venezuelano, na noite de quinta-feira.

Segundo o diretor de Segurança do Estado de Nueva Esparta, Henry Jaspe, o grupo havia chegado da ilha de Coche e foi abordado por homens armados em um táxi clandestino e duas motos no cais de La Isleta, ao Sul de Margarita.

Os turistas foram ameaçados com armas de fogo e tiveram que entregar seus passaportes, objetos de valor e dinheiro em espécie. Jaspe afirma que eles foram levados de volta ao hotel onde estavam hospedados sob escolta policial.

Nas horas seguintes, a Guarda Nacional e o órgão de investigação criminal nacional prenderam na ilha um suspeito de ter participado do crime. Não há informações, entretanto, quantas pessoas teriam participado no arrastão.

Mesmo antes do aprofundamento da crise econômica, política e humanitária que atingiu o país governado por Nicolás Maduro, no ano passado, o alto índice de crimes havia afastado turistas da Venezuela.

Os EUA e diversos países da Europa recomendam a seus cidadãos que evitem viajar ao país caribenho. Em virtude da crise, o número de visitantes vem caindo desde 2014, segundo a Organização Mundial do Turismo, ligada à ONU.

Sanções

O governo da Venezuela disse que as Forças Armadas “nunca se dobrarão” diante dos Estados Unidos, após sanções impostas nessa sexta-feira por Washington contra quatro funcionários venezuelanos, todos militares ativos ou da reserva.

“A FAMB (Força Armada Nacional Bolivariana) nunca se dobrará diante de qualquer poder estrangeiro e muito menos diante das forças imperialistas e belicistas do governo supremacista de Donald Trump. Exigimos respeito” – escreveu o chanceler Jorge Arreaza no Twitter.

Arreaza citou diretamente Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado americano.  Horas antes, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos sancionou quatro funcionários venezuelanos, Rodolfo Marco Torres, Gerardo Izquierdo Torres, Francisco Rangel Gómez e Fabio Zavarse Pabón, por “corrupção” ou “repressão” contra os protestos opositores que deixaram cerca de 125 mortos entre abril e julho passados.

Segundo o anúncio oficial das medidas, os quatro “esqueceram a missão profissional republicana” das instituições militares venezuelanas.

Trump “e seu pitoresco governo devem entender que a Venezuela nunca cederá a chantagens nem ameaças”, afirmou Delcy Rodríguez, presidente da Assembleia Constituinte, integrada apenas por chavistas, que rege o país desde agosto como poder absoluto.

Classificada pela oposição como manobra do presidente Nicolás Maduro para estabelecer uma ditadura, a Constituinte não é reconhecida pelos Estados Unidos.

Os sancionados desta sexta-feira se somam a uma ampla lista de funcionários de alto escalão venezuelanos, entre eles, Maduro, contra os quais Washington já aprovou sanções.

Sair da versão mobile