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Grupo incendeia agência bancária após ato contra o governo Bolsonaro em São Paulo

Grupo de manifestantes depredou e incendiou uma agência bancária na Rua da Consolação, na região central de São Paulo. (Foto: Reprodução de TV)

Um grupo de manifestantes depredou e incendiou uma agência bancária na Rua da Consolação, na região central de São Paulo, por volta das 19h de sábado (3). O episódio aconteceu enquanto os manifestantes desciam pela via no encerramento de um novo protesto contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido), que teve concentração na Avenida Paulista.

Outro grupo quebrou vidros de uma concessionária de veículos, depredou cinco pontos de ônibus e colocou fogo em lixo espalhado pela Rua da Consolação. A fachada da Universidade Presbiteriana Mackenzie também foi danificada.

De acordo com a concessionária ViaQuatro, que administra a Linha 4-Amarela de Metrô, o acesso Ouro Preto da estação Higienópolis-Mackenzie também foi depredado.

Policiais militares revidaram com spray de pimenta e bombas de efeito moral. Os manifestantes usaram pedras, pedaços de pau, gradis, rojões e até bicicletas para atacar os policiais. Um policial ficou ferido e oito funcionários do Metrô sofreram escoriações, sendo que cinco deles foram para o PS da Santa Casa.

Por volta das 21h, a Polícia Militar informou ter localizado e prendido uma pessoa que teria participado da agressão aos seguranças da ViaQuatro. Segundo a corporação, ele estaria com o capacete usado pelo segurança. No total, quatro manifestantes foram detidos após a manifestação, segundo o Movimento Passe Livre.

Os organizadores das manifestações no sábado pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e celeridade na vacinação contra a Covid-19 fizeram um balanço positivo do protesto e classificaram os episódios de vandalismo como “isolados”.

As cenas violência e confronto com policiais destoavam do que foi visto em manifestações anteriores organizadas pelos mesmos grupos.

“A organização da manifestação prevê que ela ocorra de maneira pacífica. Até porque o nosso objetivo é que todo mundo que queira se somar a manifestação se sinta seguro”, diz Josué Rocha, integrante da Frente Povo Sem Medo. “Somos contrários (a esse tipo de ações) nas manifestações.”

O integrante da Uneafro Brasil e membro da Coalizão Negra por Direitos, Douglas Belchior chamou os embates entre grupos de algo “absolutamente localizados” e afirmou que ocorrem pelas mãos de “grupos que não representam o todo”. “São ações isoladas que não caracterizam as manifestações. Não é o caráter do ato. A orientação geral é de que sejam (movimentos) pacíficos”, afirma Belchior.

O presidente Jair Bolsonaro utilizou imagens do final do ato, no momento dos confrontos, para criticar a ação dos manifestantes. Em suas redes sociais, escreveu: “nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou ‘ato antidemocrático’ será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder!”.

No sábado, foram registrados atos contra Bolsonaro em todos os Estados e no Distrito Federal, e em mais de cem cidades brasileiras, além de dezenas de capitais europeias. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal Extra.

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