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Grupo que desviou dinheiro da Petrobras atuou em mais estatais, diz Ministério Público Federal

Nessa terça-feira, o ex-presidente da Eletronuclear o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva e mais 14 alvos da Operação Radioatividade foram denunciados formalmente à Justiça Federal. (Antonio Cruz/ABr)

Na denúncia contra o ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, o MPF (Ministério Público Federal) afirmou que a organização criminosa que instalou um esquema de corrupção na Petrobras mantém ramificações em outros órgãos públicos federais.

De acordo com a força-tarefa da Operação Lava-Jato, o grupo atuou de “forma estável e permanente com o objetivo de cometer crimes pelo menos até 5 de agosto de 2015” e avançou sobre contratos da Eletronuclear, Caixa Econômica Federal e no âmbito do Ministério do Planejamento.

A acusação de 135 páginas, subscrita por 11 procuradores, pede o confisco de 4,43 milhões de reais – valor da propina supostamente paga ao almirante – e, cumulativamente, um valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração no mesmo montante.

Nessa terça-feira, Othon Luiz e mais 14 alvos da Operação Radioatividade – desdobramento da Lava-Jato – foram denunciados formalmente à Justiça Federal em Curitiba (PR), base das investigações. Eles são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além de Othon Luiz, preso desde 28 de julho, são acusados o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e o ex-presidente da empreiteira, Rogério Nora de Sá.

Os procuradores arrolaram 14 testemunhas de acusação, entre as quais 8 auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) e dois delatores da Lava-Jato, o ex-presidente da construtora Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini, e o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa. (AE)

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