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Grupos favoráveis ao governo devem realizar atos no domingo, mesmo dia dos protestos pelo impeachment de Dilma

Manifestantes pró-governo e Lula fazem ato em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro (RJ). (Foto:Fernando Frazão/ABr)

Com receio de que seja prejudicada com a radicalização do debate político, a presidenta Dilma Rousseff decidiu atuar para tentar evitar que os protestos favoráveis e contrários à administração da petista acabem em confrontos. Nessa segunda-feira, o Palácio do Planalto passou o dia monitorando movimentos sociais e centrais sindicais e tentando sensibilizá-los a não insuflarem manifestações de rua no próximo domingo, quando já estão marcadas manifestações no País de grupos a favor de seu impeachment.

Depois da operação da Lava-Jato que teve como alvo Lula, petistas e movimentos sociais passaram a defender a realização, também no domingo, de protestos para defender o ex-presidente. Dilma também entrou em contato com governadores a fim de pedir que evitem autorizar a realização, no mesmo local, de manifestações favoráveis e contrárias ao governo.

A avaliação é que a radicalização do debate político pode ser positiva para o PT, mas negativa para o Planalto e pode alimentar o discurso dos partidos de oposição de que o governo aposta na divisão do País. Se isto acontecer, a oposição pode ganhar munição para tentar aprovar o pedido de abertura de um processo de impeachment. Nos últimos dias, o governo tem constatado um aumento nas adesões aos atos pelo impedimento nas redes sociais.

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