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Guarda Costeira dos Estados Unidos devolve 40 pessoas a Cuba depois de interceptar dois navios perto da Flórida

Imagem de arquivo mostra agentes da Guarda Costeira americana abordando um bote com cubanos em março de 2021. (Foto: Divulgação)

A Guarda Costeira dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira (28) que devolveu 40 pessoas a Cuba depois de interceptar dois navios perto da Flórida enquanto duas pessoas estavam sendo investigadas por tráfico humano.

Um número crescente de imigrantes está tentando a sorte no mar em meio a problemas econômicos nas nações caribenhas.

As embarcações foram vistas perto de Florida Keys no domingo e na terça-feira. Dois supostos contrabandistas foram transferidos para as Investigações de Segurança Interna, disse um comunicado da Guarda Costeira.

“As pessoas que entram ilegalmente nos EUA usando contrabandistas colocam suas vidas nas mãos de criminosos”, disse o comandante da Guarda Costeira, tenente Mark Cobb. “Os contrabandistas de imigrantes são criminosos implacáveis que só se preocupam com o lucro.”

As sanções dos EUA e a pandemia de covid-19, que reduziu o turismo internacional, têm prejudicado a economia de Cuba. A Guarda Costeira informou que suas tripulações barraram 690 cubanos desde 1º de outubro, em comparação com 838 nos 12 meses encerrados em 30 de setembro.

Buscas suspensas

A Guarda Costeira dos EUA informou na quinta-feira que suspendeu a busca por mais de 30 pessoas que desapareceram na costa da Flórida no sábado (22), após um barco que havia saído das Bahamas no mesmo dia naufragar.

As autoridades americanas encerraram o trabalho de busca às 18h (horário local, 20h em Brasília) de quinta-feira (27), depois de terem anunciado a descoberta de cinco cadáveres entre quarta e quinta.

A capitã Jo Ann Burdian, comandante da Guarda Costeira americana na região de Miami, disse que tomou a decisão “com muito pesar”, depois de levar em consideração as condições meteorológicas, o fato de que os desaparecidos não usavam coletes salva-vidas e o tempo decorrido desde o acidente.

“Infelizmente, chegamos ao momento mais difícil em qualquer caso de busca e resgate”, afirmou a capitã da Guarda Costeira a repórteres. “É o ponto em que decidimos quando parar de procurar ativamente”.

Burdian já havia dado poucas esperanças quanto à possibilidade de encontrar mais sobreviventes no dia anterior, dadas as difíceis condições do mar, especialmente para pessoas que não tinham coletes salva-vidas, comida ou água potável.

Um marinheiro mercante alertou as autoridades do naufrágio na terça-feira (25), após resgatar um homem agarrado a um barco virado a cerca de 70 km a leste de Fort Pierce Cove, no Oceano Atlântico.

O náufrago disse às autoridades que a embarcação deixou as ilhas Bimini, nas Bahamas, no sábado (22), com outras 39 pessoas, e que uma tempestade a virou. A identidade do resgatado não foi revelada.

As autoridades americanas abriram uma investigação sobre o naufrágio, considerado um possível caso de “tráfico de pessoas”.

“O objetivo é identificar, prender e processar qualquer infrator ou organização criminosa que tenha organizado, facilitado ou lucrado com essa maldita empreitada”, afirmou o agente especial Anthony Salisbury, do Escritório de Investigações de Segurança Interna em Miami. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.

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