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Hackers derrubam sites, sequestram dados e pedem bitcoins como resgate

Moeda foi lançada por um criador anônimo. (Foto: Brendan Mcdermid/Reuters)

Nos velhos tempos, os pagamentos de resgates eram feitos com maletas cheias de notas não marcadas. Hoje, a bitcoin é a moeda preferida dos criminosos.

Em todo mundo, hackers vêm se apoderando de arquivos de computadores, derrubando sites da web e até fazendo ameaças físicas. As vítimas – que variam de internautas comuns até empresas financeiras e departamentos de polícia – escutam que a única maneira de se livrar das ameaças é um pagamento em bitcoins que às vezes supera 20 mil dólares.

Um grupo de hackers, que se acredita estar na Rússia e na Ucrânia, coletou cerca de 16,5 milhões de dólares em bitcoins em pouco mais de um mês, basicamente de vítimas nos EUA. Os criminosos gostam da moeda virtual porque ela pode ser guardada em uma carteira digital que não precisa ser registrada junto a qualquer governo ou autoridade financeira – e porque pode ser facilmente trocada por dinheiro real.

A bitcoin, lançada por um criador anônimo em 2009, vem conquistando a corrente dominante. A Goldman Sachs e a Bolsa de Nova York já elogiaram a tecnologia como uma maneira rápida e eficiente de concluir transações.

Apelo

Porém, a proliferação de pedidos de resgate é um lembrete infeliz do constante apelo da moeda virtual para o submundo do crime, muito depois que as autoridades fecharam o bazar de drogas on-line Silk Road, onde heroína e cocaína eram vendidas em bitcoins. A última lembrança da fragilidade da bitcoin veio em julho, com a prisão de dois homens na Flórida. As autoridades disseram que eles infestavam computadores com malwares – e exigiam os pagamentos em bitcoins.

Recentemente, várias empresas financeiras foram atacadas por um criminoso (ou um grupo) que atende pelo nome de DD4BC e ameaçou sobrecarregar os sites das companhias com mensagens a menos que elas fizessem um pagamento em bitcoins. As vítimas corporativas geralmente são obrigadas a pagar 10 mil dólares, de acordo com especialistas. (Nathaniel Popper/The New York Times/Folhapress)

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