Ícone do site Jornal O Sul

O presidenciável Fernando Haddad defende punição a petistas que enriqueceram na política

Entrevistado pelo Roda Viva, candidato do PT à Presidência não citou Lula. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, voltou a admitir na noite de segunda-feira (22) a hipótese de petistas e aliados terem cometido crimes. Em entrevista ao programa Roda Viva, o petista dizia que não iria negar sua relação partidária quando foi questionado na possibilidade de ocorrência de crime. “Houve crime? Na minha opinião, provavelmente, sim”.

Definindo-se como constitucionalista, o candidato voltou a defender a conclusão dos processos. Ele disse acreditar que teve gente que usou de caixa 2 para enriquecer. “Certamente, teve pessoas que usaram o financiamento de caixa dois, financiamento ilegal de campanha, para enriquecer. São dois crimes: financiamento de caixa dois e o enriquecimento, que ainda é mais grave. Por isso, tem uma pena maior. Acredito que teve gente que se valeu disso para enriquecer. Só a favor de punição exemplar dessas pessoas”.

O petista admitiu erros na condução da política econômica do governo Dilma. Ele lembrou, porém, que o Congresso Nacional impediu a reorganização da economia às custas da chamada pauta bomba. Haddad relatou ter conversado, na segunda-feira, com o senador tucano Tasso Jereissati (CE). Segundo ele, Tasso repetiu que, mesmo apontando falhas de Dilma, considera um erro o PSDB ter apoiado a pauta bomba liderada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Questionado, ao final do programa, se tem um ídolo na História do Brasil, Fernando Haddad hesitou e disse que seria difícil citar apenas um nome. Encorajado a falar mais de um, Haddad limitou-se, porém, a citar o ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Ele não falou de Lula, embora tenha dito anteriormente que o petista foi o melhor presidente que o País já teve.

Reciclagem

Haddad prometeu, se eleito, trabalhar para acabar com os lixões no País e expandir a reciclagem, com centrais mecanizadas de triagem. “Se somar tecnologia com a disposição dessa força de trabalho para reciclagem, se nós aliarmos a tecnologia a essa força de trabalho, nós vamos poder acabar com lixões no Brasil que ainda são um problema muito grande no Brasil”, afirmou.

“Nem toda a cidade está conseguindo cumprir a lei, que prevê a instalação de aterros sanitários, nós somos contra incineração, nós entendemos que a economia circular é o caminho pra reaproveitamento desse material sustentável do ponto de vista ecológico. Então, nós vamos expandir a experiência de São Paulo, que é tida como uma das mais exitosas do brasil, para todo País, inclusive com estímulos federais pra instalação desses novos equipamentos”, acrescentou.

Fernando Haddad também defendeu a liberdade de expressão, as instituições e a importância da oposição para a democracia. “Ou a gente acorda para esse problema essa semana, né, e bota de lado essa tradição autoritária que o Brasil sempre teve, mas que estava bem comportada até aqui, ou nós vamos correr riscos, inclusive físicos, se nós não alertarmos o País de que a oposição, jornalistas, juízes e ministros estão sendo ameaçados antes de o pleito terminar”, destacou.

Sair da versão mobile