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Ex-presidente do Chile Sebastián Piñera morre em acidente de helicóptero

O ex-presidente do Chile Sebastián Piñera, de 74 anos, morreu em um acidente de helicóptero no Sul do Chile nesta terça-feira (6). Informações preliminares indicam que a aeronave transportava quatro pessoas. Três delas ficaram feridas.

Segundo as autoridades, o acidente aconteceu às 14h57, no horário local, no Lago Ranco. Piñera tem uma casa na região rural onde aconteceu a queda, que usava durante as férias. O helicóptero seria de propriedade privada.

A polícia e socorristas foram enviados ao local do acidente. As condições meteorológicas da região eram ruins na hora do acidente, com muita chuva.

Sebastián Piñera

Engenheiro comercial com pós-graduação em Economia na universidade de Harvard, ele era considerado um dos maiores empresários do Chile. Piñera se casou em 1973 com Cecília Morel e teve quatro filhos.

Foi docente de várias universidades e consultor de organizações como Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Mundial. O empresário governou o país duas vezes: entre 2010 e 2014; e entre 2018 e 2022.

Piñera foi candidato da coalizão de centro-direita Chile Vamos, vencendo as eleições presidenciais no país sul-americano pela segunda vez em 2017.

Em 11 de março de 2010, assumiu um Chile destruído por um terremoto que deixou mais de 500 mortos e muito prejuízo. Meses depois, também houve o resgate dos 33 mineiros de Copiapó, que ficaram 70 dias presos.

Sua popularidade passou por momentos críticos durante o primeiro governo, em parte por protestos estudantis, que demandavam mais acesso ao sistema educacional do país.

Ao fim do primeiro mandato, tinha 50% de aprovação, segundo uma consultoria. Analistas avaliaram que esse nível se deu pela diminuição do desemprego e recuperação da economia, por exemplo.

Com o lema “Tempos Melhores”, tinha a redução do desemprego, crescimento econômico e melhora da qualidade de vida da classe média entre as propostas para o segundo mandato. Venceu a disputa eleitoral em dezembro de 2017.

Entre 2019 e 2020, o Chile viveu intensos protestos, que começaram contra a alta tarifa do metrô e se desenvolveram na luta por uma nova Constituição, pois a atual remonta à ditadura de Pinochet.

Em 2020, um plebiscito decidiu que uma nova Constituição deveria ser redigida. Entretanto, em 17 de dezembro de 2023, uma nova consulta pública rejeitou a proposta de Carta Magna.

 

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