Centenas de manifestantes marcharam contra a introdução do “passaporte de corona” na Holanda neste sábado (25), após prova de vacinação contra a covid-19 se tornar obrigatória para entrar em bares, restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos.
Horas após a exigência de mostrar o passe ou um teste negativo de coronavírus entrar em vigor, o governo do primeiro-ministro interino Mark Rutte demitiu uma ministra que havia questionado a medida em público.
O gabinete de Rutte afirmou que a vice-ministra de Assuntos Econômicos, Mona Keijzer, havia sido demitida porque seus comentários iam de encontro com a política do gabinete ministerial em um assunto de “tanta importância e peso”.
O lançamento do passe de vacinação coincidiu com o fim de quase todas as medidas de distanciamento social no país onde 72% da população recebeu pelo menos uma dose da vacina.
Embora o uso de máscaras ainda seja obrigatório no transporte público, estudantes e professores não precisarão mais utilizá-las nas escolas, e a regra para distanciamento de 1,5 metros em espaços públicos também foi cancelada.
Carregando cartazes e placas enquanto música techno tocava em alto-falantes de celulares, centenas de manifestantes se opuseram ao passe abrindo caminho pelas ruas de Haia, capital do governo holandês.
Algumas placas comparavam as restrições contra a covid-19 a medidas impostas por governos repressivos. “Apartheid médico. Acabe com os passaportes de vacina”, dizia um cartaz.
França
A França vai doar 120 milhões de doses da vacina contra a covid a países pobres — o dobro do previsto, prometeu neste sábado o presidente francês, Emmanuel Macron.
“A injustiça é que em outros continentes, evidentemente, a vacinação esteja muito atrasada. Por causa de nós, coletivamente. Na África, apenas 3% da população está vacinada, devemos ir mais rápido, com mais força”, disse o presidente francês em uma sequência de vídeo difundida durante um show da organização de caridade Global Citizen, em Paris.
“A França se compromete a dobrar o número de doses que doará. Passaremos de 60 milhões a 120 milhões de doses doadas. Isto é, mais doses, até agora, das que temos feito no país”, acrescentou.
Os Estados Unidos anunciaram na última quarta-feira (22) a intenção de dobrar suas doações de vacinas contra a covid, elevando o total das doses prometidas aos países pobres a mais de 1,1 bilhão.
“Precisamos que outros países de renda alta ponham em prática suas ambiciosas promessas de doações”, reivindicou o presidente americano, Joe Biden.
A União Europeia, por sua vez, doará mais de 500 milhões de doses, enquanto a China prevê abastecer o mundo com 2 bilhões de doses, segundo as autoridades do país, que não informaram se o volume se refere a vendas, doações ou ambas.
