Um homem de 60 anos disse que ficou “chocado” ao descobrir que uma foto de sua perna amputada foi usada, sem consentimento, para estampar pacotes de tabaco na Europa. A imagem fazia parte de uma campanha de combate ao fumo.
Junto à foto, estava escrita a mensagem: “Fumar obstrui as suas artérias”. Mas o homem, um albanês que mora em Metz, no leste da França, contou que perdeu a perna em um tiroteio na Albânia, em 1997. A foto foi descoberta por seu filho, quando ele comprou o pacote em Luxemburgo, em 2018, informou a mídia francesa. Após reconhecer a perna do pai por causa das queimaduras e cicatrizes, ele levou o produto para casa, na França.
“Ele [meu irmão] estava voltando de Luxemburgo. Sem dizer uma palavra, ele colocou o pacote de fumo em cima da mesa”, disse a irmã ao jornal Le Républicain Lorrain. “Nós ficamos chocados, sem acreditar.” Após analisar a imagem, a família concordou que ela de fato retratava a perna do pai. “É do nosso pai. As suas cicatrizes são características”, acrescentou a filha.
O homem acredita que a foto foi tirada em um hospital onde ele tentava buscar algum tipo de equipamento que pudesse ajudá-lo a andar. Ele usa muletas há mais de 20 anos, desde o incidente na Albânia.
“Traído”
O advogado da família, Antoine Fittante, reafirma que a foto mostra a perna do seu cliente. “Cada cicatriz é específica, única. Esse homem também tem marcas de queimadura na outra perna, está bem claro. Um especialista não terá dificuldade para identificar. É incrível que uma pessoa encontre uma imagem sua, sem consentimento, num pacote de cigarros dentro da União Europeia”, comentou. “Meu cliente se sente traído, ferido em sua dignidade, por ter a sua deficiência [retratada] em um pacote de cigarro, numa tabacaria. É preciso admitir que não é muito agradável.”
Fittante entrou em contato com o hospital a fim de descobrir como a foto acabou sendo usada para estampar o maço. O advogado também falou com a Comissão Europeia, órgão responsável pela distribuição desse tipo de imagem na União Europeia. De acordo com Fittante, a comissão normalmente usa fotos de um banco de imagem, que são verificadas e publicadas com o consentimento da pessoa retratada.
Cartão-postal
Uma americana moradora do Estado de Illinois recebeu, na semana passada, um estranho cartão-postal enviado de Hong Kong pelo correio. Kim Draper recebeu a correspondência e, inicialmente, achou que havia sido entregue no endereço errado. Depois, quando leu com calma, percebeu que havia sido mandado em 1993.
O cartão-postal havia sido postado em Hong Kong em 8 de julho de 26 anos atrás – saiu e foi entregue em dois dias 8 de julho. O cartão traz a imagem de barcos tradicionais chineses e tinha destinatários Leena e Muhammad Ali Kizilbash. “Estou me divertindo neste local extremamente lotado. Vejo vocês em breve. Papai”, dizia a mensagem escrita no postal.
Draper mora na casa há quase quatro anos com seu marido e o filho de 12 anos. Ela contou ao canal de TV CNN que esta foi a primeira vez que recebeu correspondência destinada aos Kizilbash. Intrigada, ela resolveu ir atrás de Leena e Muhammad. Draper até encontrou, pelo Facebook, uma Leena Kizilbash que vive em Massachusetts, mas não conseguiu entrar em contato com ela. Por causa disso, acabou dando uma entrevista a um jornal local, na esperança que alguém lesse e a ajudasse. Mas, até agora, não conseguiu nenhuma pista. “Quero realmente conhecê-los. Não quero apenas colocar este postal no correio”, disse.
