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Homem é denunciado por lesão corporal grave contra o músico porto-alegrense Júlio Reny

Cantor e compositor de 67 anos é um dos expoentes do rock gaúcho. (Foto: (Foto Jonas Tiago Silveira/Divulgação)

Nessa terça-feira (3), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou à Justiça um homem investigado por agredir brutalmente o cantor e compositor porto-alegrense Júlio Reny, 67 anos. O ataque foi cometido na noite de 8 de novembro do ano passado, em um apartamento no bairro Cidade Baixa, na capital gaúcha.

O caso é acompanhado pela titular da 24ª Promotoria de Justiça Criminal, Rosélia Vasconcellos Brusamarelo. Com base em inquérito policial instaurado pela Delegacia de Proteção ao Idoso, o agressor residia no imóvel de modo provisório e golpeou a vítima repetidas vezes com um troféu de bronze (do prêmio Açorianos), causando ferimentos inclusive no rosto.

Conforme o processo, a violência foi motivada por uma crise de ciúme que teve como pivô a companheira do agressor, após o casal retornar com Reny de um show do músico na cidade de Viamão (Região Metropolitana). O homem trabalhava até então como produtor do músico.

Laudos médicos e periciais anexados ao inquérito confirmaram a gravidade das lesões, como traumatismos oculares que incapacitaram o agredido de realizar suas atividades habituais por mais de um mês. Também foi constatada a necessidade de cirurgias e acompanhamento médico contínuo.

Diante dos elementos colhidos durante a apuração, a promotora acusou formalmente o investigado pelo crime de lesão corporal grave contra idoso. O cantor e compositor se recupera física e psicologicamente do episódio, que causou indignação entre a comunidade cultural da cidade.

Júlio Reny se apresentará junto com sua banda e artistas convidados, a partir das 21h desta quinta-feira (5), no bar Opinião – rua José do Patrocínio nº 834 (Cidade Baixa). Os ingressos estão à venda no site sympla.com.br.

Trajetória

Um dos nomes mais emblemáticos do rock gaúcho surgido na década de 1980, Júlio Reny possui status de “atista maldito” por sua postura visceral e trajetória marcada por altos e baixos na cena cultural porto-alegrense. São 48 anoss de uma carreira marcada pelo trânsito entre gêneros musicais que vão do punk ao romantismo.

“Não Chores, Lola” e “Amor e Morte” são suas composições mais conhecidas e constam em uma discografia de nove títulos, entre trabalhos de estúdio ou ao vivo. Alguns desses álbuns podem ser ouvidos nas plataformas digitais, incluindo as faixas dos três CDs como integrante do trio Cowboys Espirituais.

Sua carreira é detalhada no livro “Histórias de Amor & Morte” (2014), do jornalista Cristiano Bastos. Há também o documentário biográfico “Amor e Morte em Júlio Reny” (2025), dirigido por Fabrício Catanhede.

(Marcello Campos)

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