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Homem é indiciado pela polícia por transmitir o vírus HIV de propósito para mulheres

Renato Peixoto Leal Filho confirmou ser soropositivo, mas negou as acusações. Crédito: Reprodução

A Polícia Civil do Rio indiciou Renato Peixoto Leal Filho, 43 anos, por contágio de moléstia grave. Ele é suspeito de transmitir intencionalmente o vírus HIV para mulheres com quem manteve relações sexuais. Através de seu advogado, ele confirmou ser soropositivo, mas negou as acusações. A pena para o crime é de até quatro anos de prisão. As investigações tiveram início quando uma das supostas vítimas procurou a polícia para denunciá-lo. Na delegacia, uma segunda mulher foi ouvida e relatou o mesmo modo de agir. Segundo elas, Leal Filho aborda moças pelas redes sociais e as convence a sair. Posteriormente, sem informar sobre a doença, insiste para que o sexo seja feito sem o uso de preservativo.

A descoberta de que ele tinha aids ocorreu no início deste ano, durante um período em que uma jovem de 23 anos morou com o suspeito em seu apartamento. Após semanas de conversas pela internet, ela acabou mudando-se de outro Estado, onde vivia com os pais, para o Rio. Dois meses depois, ao encontrar um exame, soube da doença.

“Eu o confrontei, mas primeiro ele negou. Só com muita insistência admitiu”, contou a jovem, que ainda passou algumas semanas morando com Leal Filho. “Ele era muito obsessivo e agressivo verbalmente. Eu tinha medo. Acabei voltando para o meu Estado escondida, com a ajuda de uma amiga.” Em seguida, a jovem começou a procurar outras mulheres envolvidas com ele, com o intuito de alertá-las. Duas delas também confirmaram ter mantido relações sexuais com o suspeito, sem preservativo e sem serem informadas de sua condição. Nenhuma das três, porém, chegou a ser contaminada pelo HIV. (AG)

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