Entre as principais questões a serem enfrentadas para levar adiante a reforma da Previdência Social está a idade média para aposentadoria, considerada muito baixa pelo novo ministro do Planejamento, Valdir Simão.
“Este é o ponto, precisamos de um modelo que garanta a postergação”, defendeu. “Quando alguém se aposenta muito jovem, continua no mercado e isso precisa ser repensado.”
O titular da pasta avaliou como “interessante” a soma da idade com tempo de contribuição (85/95), chegando a 90/100. Argumentou, porém, que é possível se pensar em um cálculo mais ajustado, na medida em que aumenta a expectativa de vida.
Simão destacou a existência de uma proposta para fixar uma idade mínima, mas que ainda não há consenso. “Não tenho esse dado, mas é impossível que alguém contribua por 35 anos e fique metade desse tempo recebendo o benefício”, alerta.
“Com essa conta, nenhum sistema consegue ser sustentável. Temos que garantir que essa pessoa fique por um tempo justo e que as contribuições pagas por ela e pelo empregador sejam suficientes.”
Para o ministro, a reforma também pode abranger tópicos como os benefícios por incapacidade (aposentadoria por invalidez e auxílio-doença), cujos valores médios ele considera altos. Simão afirmou, ainda, que os problemas não serão resolvidos por uma reforma que considere apenas quem está entrando na Previdência. (AG)
