Em café da manhã com jornalistas, nesta terça-feira (29), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que só dará prosseguimento ao processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff na Casa depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) esclarecer dúvidas que afirma terem restado a respeito do trâmite.
O peemedebista disse que já está preparando um recurso à Corte chamado embargo de declaração, que serve para esclarecer dúvidas sobre o julgamento, e que deve ser protocolado em 1° de fevereiro, logo na volta dos trabalhos do Judiciário. Segundo ele, só depois disso é que será dado prosseguimento, imediatamente no dia seguinte. “Não há nenhum intuito de protelar”, afirmou.
“Vamos supor que o plenário aprove e a gente vai instalar a comissão especial. Quando instalar a comissão especial vai ser como? Vai ser eleição secreta ou aberta? Vai poder ter candidaturas [avulsas] ou não vai ter candidaturas? Então vai gerar um impasse no primeiro dia, é preferível que esclareça, porque eles não esclareceram esse rito todo”, declarou o parlamentar. “A gente ainda não tem segurança total de como dar essa continuidade”, resumiu. No início deste mês, Cunha aceitou um pedido de impeachment contra Dilma, que então começou a tramitar. (Folhapress)
