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Impulsionada pelo consumo das famílias, economia brasileira cresce 0,7% em maio

O principal fator por trás do avanço da atividade foi o consumo das famílias, favorecido pelo mercado de trabalho aquecido. (Foto: Reprodução)

A economia brasileira cresceu 0,7% em maio na comparação com abril, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo das famílias. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um indicador antecedente do Produto Interno Bruto (PIB). O desempenho veio acima das expectativas do mercado financeiro e reforça os sinais de resiliência da atividade econômica, mesmo em um cenário de juros elevados e inflação ainda acima da meta.

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br atingiu 111,97 pontos na série dessazonalizada, registrando a quarta alta mensal consecutiva. Na comparação com maio de 2025, o indicador apresentou crescimento de 3,2%, enquanto, no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão chegou a 4,1%.

O principal fator por trás do avanço da atividade foi o consumo das famílias, favorecido pelo mercado de trabalho aquecido, pela manutenção da renda em níveis elevados e pela ampliação da oferta de crédito. Economistas também destacam que programas de transferência de renda e a desaceleração gradual da inflação contribuíram para sustentar o poder de compra dos consumidores.

O desempenho do setor de serviços continuou sendo um dos principais motores da economia brasileira. Segmentos ligados ao comércio, transportes, turismo e serviços prestados às famílias mantiveram ritmo positivo ao longo do mês. A indústria também apresentou recuperação em parte dos segmentos, enquanto a agropecuária seguiu influenciada pelos resultados da safra e pelas condições climáticas em diferentes regiões do país.

O resultado do IBC-Br reforça a percepção de que a economia segue crescendo em ritmo mais forte do que o projetado no início do ano. Nas últimas semanas, instituições financeiras revisaram para cima as estimativas para o Produto Interno Bruto de 2026, diante da combinação entre mercado de trabalho aquecido, expansão do consumo e desempenho favorável de alguns setores produtivos.

Apesar da atividade econômica aquecida, o cenário continua sendo acompanhado com cautela pelo mercado financeiro. O crescimento mais robusto pode dificultar o processo de desaceleração da inflação, especialmente no setor de serviços, um dos componentes mais sensíveis ao aumento da demanda. Esse fator é observado de perto pelo Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pelas decisões sobre a taxa básica de juros.

Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, após cortes promovidos pelo Banco Central. A autoridade monetária tem afirmado que os próximos passos da política monetária dependerão da evolução da inflação, das expectativas do mercado e do comportamento da atividade econômica.

O IBC-Br é calculado a partir de informações dos setores da indústria, comércio, serviços e agropecuária e serve como uma prévia do comportamento do PIB, divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora os dois indicadores utilizem metodologias diferentes e seus resultados não coincidam necessariamente, o índice do Banco Central é amplamente utilizado por analistas para acompanhar a evolução da economia brasileira ao longo do ano.

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