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Incêndios no Havaí: Jeff Bezos anuncia doação de US$ 100 milhões para ajudar na recuperação

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, e a jornalista vencedora do Emmy, Lauren Sánchez, anunciaram a doação. (Foto: Reprodução)

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, e a jornalista vencedora do Emmy, Lauren Sánchez, que no começo deste mês de agosto ficaram noivos, irão doar US$ 100 milhões (R$ 490 milhões) para a “reconstrução a longo prazo” do condado de Maui, no Havaí, que foi devastado por incêndios florestais nos últimos dias. O número de mortos na região subiu para 96, segundo um novo balanço. Um novo risco de incêndio também provocou ordem de evacuação em uma cidade ao norte de Lahaina, o município histórico destruído pelas chamas.

Em seu perfil no Instagram, Lauren compartilhou, na sexta-feira, a seguinte mensagem: “Jeff e eu estamos de coração partido com o que está acontecendo em Maui. Estamos pensando em todas as famílias que perderam tanto e em uma comunidade que ficou devastada. As necessidades imediatas são importantes, assim como a reconstrução a longo prazo que terá que acontecer – mesmo depois de grande parte da atenção [sobre o caso] ter diminuído”.

“Jeff e eu estamos criando um ‘Fundo Maui’ e estamos dedicando US$ 100 milhões [cerca de R$ 490 milhões] para ajudar Maui a se reerguer agora e no próximo ano, conforme as necessidades contínuas se revelarem”, conclui.

A iniciativa recebeu o apoio de Katy Perry, Mindy Kaling e Kathy Hilton, entre outras celebridades que se manifestaram na rede social.

Desde 2021, Bezos, a terceira pessoa mais rica do mundo, é dono de uma propriedade em La Perouse Bay, em Maui. O complexo tem uma casa principal de quase 420 metros quadrados, casa de hóspedes, cozinha ao ar livre, vista panorâmica e piscina de 65 metros quadrados. Na época, foi comprado por US$ 78 milhões.

Em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, o governador do Havaí, Josh Green, afirmou que os incêndios florestais na região foram o “maior desastre natural” da História do estado americano.

Os incêndios florestais foram impulsionados por ventos de furacão e a seca – que afeta 14% do arquipélago, segundo o Monitor de Secas dos EUA, enquanto 80% do território foi classificado como anormalmente seco.

Cientistas destacaram que aproximadamente 90% do Havaí está recebendo menos chuva hoje do que há um século, segundo um estudo de 2016, publicado pela Sociedade Real de Meteorologia, do Reino Unido.

Somados à persistente falta de chuvas na região e a consequente seca da vegetação, os fortes ventos do Furacão Dora — que passou pela costa do Havaí na terça-feira — contribuíram para a rápida propagação das chamas.

Combinadas, as condições resultaram em uma vegetação altamente inflamável, tornando o ambiente propício para incêndios de grandes proporções e que se alastram rapidamente.

“As terras rurais a leste de Lahaina [cidade histórica muito atingida pelas chamas] já foram plantações intensivamente administradas, com valas de irrigação e terraços”, explica à AFP Thomas Smith, especialista em geografia ambiental da Escola de Economia de Londres. “Como a maior parte desta terra foi abandonada, ervas altas, arbustos e árvores jovens criaram raízes, aumentando substancialmente a quantidade de vegetação inflamável ao redor da cidade. Portanto, seja qual for a faísca que iniciou o incêndio, ela tinha bastante combustível para queimar.” As informações são do jornal O Globo.

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