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Indicado ao comando do Banco do Brasil, novo presidente deve trocar parte da diretoria e fazer indicações políticas

Fausto Ribeiro já deu sinais de que vai fazer trocas nas vice-presidências para acomodar indicações políticas. (Foto: Banco do Brasil/Divulgação)

A diretoria do BB (Banco do Brasil) deverá passar por ampla renovação, assim que Fausto Ribeiro assumir a presidência da instituição. Segundo interlocutores, Ribeiro já deu sinais de que vai fazer trocas nas vice-presidências para acomodar indicações políticas.

Além disso, pelo menos dois vice-presidentes já manifestaram intenção de deixarem os cargos por estarem se sentindo desconfortáveis, uma vez que foram preteridos na escolha do nome para comandar o BB.

Ribeiro foi promovido à presidência do BB, sem precisar passar pela vice-presidência, caminho natural na hierarquia do banco. Ele vai substituir André Brandão, que renunciou ao cargo na quinta-feira passada, depois de desentendimentos com o presidente Jair Bolsonaro em relação ao plano de reestruturação do banco, com fechamento de 361 agências e demissão voluntária.

A troca de comando no BB deverá provocar também baixas no Conselho de Administração da instituição. O presidente do colegiado, Hélio Magalhães, que dirigiu o Citi Brasil, e o economista José Guimarães Monforte já avisaram que vão entregar os cargos.

A tendência é que isso aconteça na assembleia geral de acionistas marcada para 28 de abril – quando os mandatos dos conselheiros deveriam ser reconduzidos.

Magalhães e Monforte foram indicados ao colegiado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e eram muito próximos a Brandão. Os conselheiros não só aprovaram o plano de reestruturação do BB, como também cobravam do executivo celeridade no processo

Desgaste levou à demissão

Em reunião extraordinária do Conselho no início deste mês, os conselheiros registraram em ata que lamentavam a saída de Brandão e recomendaram que o substituto estivesse “à altura de seu notável perfil técnico e profissional, aptidões essenciais para se liderar uma instituição com o porte e complexidade” do banco.

Brandão ficou quase seis meses à frente do BB e não se enturmou com os políticos em Brasília, segundo auxiliares. Não gostava de frequentar reuniões com parlamentares nem de prestigiar posse de ministros.

Segundo fontes do BB, o substituto tem outro perfil e precisará de força para recusar inúmeros pedidos que costumam chegar ao banco.

Brandão fica no cargo até 31 de março. Até lá, o comitê de elegibilidade do BB terá que analisar se Fausto Ribeiro atende aos requisitos legais previstos na Lei das Estatais. Depois disso, será necessário a edição de um decreto presidencial com a sua nomeação para que ele assuma a presidência da instituição. As informações são do jornal O Globo.

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