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Índices de inflação: entenda como eles afetam o seu dia a dia

Os reajustes ocorrerão em duas etapas: neste mês e em abril de 2026. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Quem acompanha o noticiário com regularidade se depara com algumas siglas que fazem referência a índices que medem a inflação. Quando o assunto é economia, é comum ouvirmos falar sobre IPCA, INPC e IGP-M. Mas será que a população compreende o que essas palavras significam e, principalmente, como elas impactam o cotidiano?

De acordo com um estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), ao menos metade dos brasileiros que investem não compreendem o que é inflação. Em 2020, cerca de 3,4 mil pessoas em quase 150 municípios foram questionadas: “Imagine que o rendimento de seu investimento é de 1% ao ano e a inflação foi de 2% ao ano. Depois de um ano, quanto você imagina que poderá comprar com o dinheiro que ficou aplicado nesse período?”. Uma a cada duas pessoas erraram a resposta.

Quem acompanha o noticiário com regularidade se depara com algumas siglas que fazem referência a índices que medem a inflação. Quando o assunto é economia, é comum ouvirmos falar sobre IPCA, INPC e IGP-M. Mas será que a população compreende o que essas palavras significam e, principalmente, como elas impactam o cotidiano?

De acordo com um estudo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), ao menos metade dos brasileiros que investem não compreendem o que é inflação. Em 2020, cerca de 3,4 mil pessoas em quase 150 municípios foram questionadas: “Imagine que o rendimento de seu investimento é de 1% ao ano e a inflação foi de 2% ao ano. Depois de um ano, quanto você imagina que poderá comprar com o dinheiro que ficou aplicado nesse período?”. Uma a cada duas pessoas erraram a resposta.

Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem um espectro mais abrangente, pois analisa as alterações de preços de produtos e serviços na camada populacional que possui renda entre um a 40 salários mínimos. Atualmente, ele é utilizado como o índice de inflação oficial do Brasil, já que o Conselho Monetário Nacional (CMN) o usa como parâmetro dos ajustes da meta inflacionária do Banco Central. “Além de pesquisar produtos e serviços consumidos por essa faixa de renda, este índice define qual é o peso de cada um destes itens no orçamentos das famílias”.

Por fim, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) tem seus dados coletados e mensurados entre o dia 20 do mês anterior ao dia 21 do mês de referência, e a sua composição para cálculo leva em consideração três outros índices com seus pesos relativos. São eles: o Índice de Preços do Produtor Amplo (IPA), com 60% de participação no cálculo do IGP-M; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), representando 30%; e o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), com 10%.

“A somatória desses três índices resulta no IGP-M. Esse dado nos proporciona uma visão mais macro da economia brasileira, tendo em vista os pesos dos índices acima citados no setor produtivo, e não só do consumo das famílias”.

Para especialistas em finanças, a falta de compreensão dos brasileiros sobre o que é a inflação e como ela impacta no dia a dia afeta a administração dos orçamentos familiares. O educador financeiro Marlon Glaciano destaca que a inflação corrói o poder de compra.

“Penso que como são índices que afetam diretamente o preço de bens e serviços, cabe um cuidado maior tanto das pessoas, priorizando ter mais inteligência financeira, quanto do governo, criando mais políticas públicas de educação financeira”, pontua.

O estrategista-chefe da Acqua Vero Investimentos, Antônio van Moorsel, é outro que defende uma maior atuação governamental sobre esse assunto, através da inclusão do ensino sobre educação financeira nos currículos escolares.

“Acredito que atualmente uma parcela maior da população compreende a relevância dos índices de preços na rotina. No entanto, embora seja uma porção mais representativa do que no passado, ainda há um grande número de brasileiros que desconhece tais indicadores e sua importância. A democratização do acesso ao mercado financeiro, através do entendimento de que o ato de investir não é exclusividade de milionários, incitou parte da população a buscar mais conhecimento. Contudo, é necessário que haja empenho do governo em disseminar a educação financeira às classes mais desfavorecidas, através da inclusão, por exemplo, de cursos básicos sobre o tema no programa curricular da rede pública de ensino”, diz. As informações são do jornal O Dia.

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