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Indústria brasileira tem o pior desempenho entre os principais países do mundo neste início de ano

Metas da Nova Indústria Brasil deverão ser alcançadas até 2033. (Foto: Valéria Gonçalves/AE)

A indústria brasileira teve o pior desempenho entre os principais países do mundo neste início de ano, mas economistas enxergam sinais de que o pior momento do setor pode ter ficado para trás.

A produção no País encolheu 11,2% de janeiro a março ante o mesmo período do ano passado. Foi o pior resultado entre 130 países e abaixo da média mundial, que cresceu 2,1%. É o que mostra levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), com dados da Unido, braço das ONU (Organização das Nações Unidas) voltado ao desenvolvimento da indústria.

Também com desempenhos ruins aparecem Noruega e Rússia, com perda de 6,4% e 3,4% na produção industrial, respectivamente, afetados pela queda do preço do barril de petróleo.

O relatório destaca a aceleração da produção na China (7,4%) e o crescimento na Indonésia (3,7%), que se tornou uma das dez maiores produtoras de manufaturas. A indústria brasileira perdeu competitividade nos últimos anos com o real valorizado, o que incentivou importados. Agora, sofre com a forte queda da demanda, efeito da recessão econômica.

Mas, depois de dois anos cortando produção e empregos, o setor começa a se reorganizar. Estoques estão menores, e a produção, mais ajustada ao tamanho da demanda do mercado. Segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas), 19 segmentos da indústria tinha estoques acima do desejado no terceiro trimestre de 2015. De abril a maio deste ano, nove se normalizaram.

Os produtos mais consumidos no dia a dia das famílias estão entre os que se reorganizaram. É o caso de alimentos, vestuário, farmacêuticos e de produtos de limpeza e perfumaria. (Folhapress)

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