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A indústria do Brasil teve a maior expansão em quase sete anos em novembro e o otimismo melhorou, apontou pesquisa

Situação provocou mais contratações de funcionários. (Foto: Banco de Dados)

A forte entrada de novos negócios acelerou a expansão da atividade industrial do Brasil ao nível mais elevado em quase sete anos em novembro, melhorando o otimismo dos fabricantes para o próximo ano, apontou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O IHS Markit informou que o PMI da indústria brasileira avançou em novembro para 53,5, de 51,2 em outubro, “indicando uma melhoria robusta na saúde do setor”. Leitura acima de 50 indica expansão da atividade. Foi registrado crescimento nas três categorias, com destaque para o desempenho visto entre os bens de consumo.

A recuperação mais acentuada no volume de novos pedidos em quase sete anos sustentou a expansão da indústria no mês passado, com a contribuição inclusive dos mercados externos.

Com isso, o volume de produção expandiu no ritmo mais forte em quase cinco anos, com as empresas respondendo a uma demanda sólida. Isso provocou contratações de funcionários, porém a uma taxa modesta.

Ao mesmo tempo, os fabricantes compraram insumos em novembro no ritmo mais forte desde janeiro de 2013. Já a inflação dos custos chegou a um pico de 17 meses em novembro impulsionada pela energia e por mercadorias básicas, o que levou os preços cobrados ao patamar mais elevado desde fevereiro.

O IHS Markit apontou ainda que os fabricantes projetam novas melhorias econômicas, conquistas de novos clientes e diversificação de produtos, o que impulsionou o otimismo em relação à produção para o próximo ano. Assim, o nível de otimismo registrado foi o segundo mais alto desde o início de 2012.

Empregos

A geração de empregos formais no País em 2017 apresentou uma melhora em relação aos dois últimos anos, quando as demissões superaram fortemente as contratações. Dados do Ministério do Trabalho mostram que a indústria foi o primeiro setor a retomar e até mesmo superar o ritmo de criação de vagas de 2014. Enquanto isso, os demais segmentos ainda apresentam desempenho inferior ao verificado antes do ajuste no mercado de trabalho.

De janeiro a setembro de 2017, a indústria registrou saldo positivo de 76.337 vagas. O desempenho acumulado no ano supera, e muito, o saldo verificado nos períodos correspondentes de 2015, com encerramento de 287.503 postos de trabalho, e de 2016, quando o número ficou negativo em 133.483. O saldo, inclusive, está acima do verificado em 2014, quando o número era positivo em 40.772.

“A indústria em trajetória de melhora é um fator bem positivo para a economia como um todo. Este é um vetor positivo, se pensarmos no efeito sobre serviços e outros segmentos”, apontou o economista da Tendências Consultoria, Thiago Xavier. Ele lembra que a recuperação dos empregos no setor vem em linha com a retomada da produção industrial.

Outro termômetro da economia, o comércio ainda segue num ritmo mais lento de contratações em comparação ao período que antecedeu os cortes. O setor, que representa cerca de 20% dos empregos formais no País, é o que mais destruiu vagas em 2017, com saldo negativo de 87.935 postos de trabalho.

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