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Inflação brasileira só deve recuar no segundo semestre

Na lista de maiores impactos, cinco são bens ou serviços administrados: energia elétrica, gasolina, plano de saúde, ônibus e gás de botijão. (Foto Lucas Uebel/ o Sul)

A inflação de dois dígitos será uma má recordação de 2015, mas também promete deixar uma “herança maldita” para 2016. A contaminação dos aumentos disseminados de preços não deve dar trégua nos primeiros meses do ano, assim como os repasses da indexação para bens e serviços que são reajustados sob contrato, de forma a repor a inflação acumulada em meses anteriores. Como resultado, a inflação oficial só deve começar a recuar com mais intensidade a partir do segundo semestre, apesar do cenário de recessão na economia e dos juros altos.

Nos 12 meses encerrados em novembro de 2015, a alta de 10,48% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve forte influência dos preços do governo. Na lista de dez maiores impactos, cinco são bens ou serviços administrados: energia elétrica, gasolina, plano de saúde, ônibus e gás de botijão.

“Os reservatórios ainda estão abaixo do nível aceitável, então a energia elétrica deve pressionar a inflação. Ônibus urbano tende a não subir em alguns lugares, porque é ano eleitoral. A gasolina também não deve ter novos aumentos”, avaliou o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores. (AE)

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