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Inflação brasileira sobe 0,82% em setembro, com alta no preço da energia elétrica

A inflação no Brasil subiu 0,82% setembro, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A inflação no Brasil subiu 0,82% setembro, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nessa sexta-feira (9). A alta foi puxada pelo encarecimento da energia elétrica, com variação de 7,98%, com o o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, informou o IBGE.

Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial, do grupo Habitação (2,31%), subiu 7,98% em setembro, destacando-se como o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Ressalta-se a continuidade da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

Além disso, houve a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 6,63% em Belém (7,05%) desde 18 de setembro; 5,42% em São Luís (12,84%) a partir de 28 de agosto e 6,89% em Vitória (10,85%), a partir de 7 de agosto. Em Rio Branco (3,41%) e Fortaleza (1,57%), as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 5,20% e 6,65%, a partir de 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 0,05% no gás encanado, em função dos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80% em Curitiba (0,29%) e no Rio de Janeiro (0,05%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,13%) reflete o reajuste de 6,94% em Vitória (6,94%), vigente desde 1º de setembro.

A variação do grupo Transportes (0,89%) reflete, além da alta de 9,66% das passagens aéreas, a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com a subida nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%). O subitem táxi (0,20%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,97%), vigente desde 08 de agosto.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva de 0,83% em setembro, após três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido às altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%). No lado das quedas, destacam-se o frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição saindo de 0,18% para 0,49% e o lanche desacelerando de 0,62% para 0,47%, no mesmo período.

Em relação aos índices regionais, a maior variação (1,08%) ocorreu em Vitória, por conta da alta da energia elétrica residencial (10,85%) e do tomate (43,19%). Já a menor variação ocorreu em Rio Branco (0,53%), em função dos recuos da passagem aérea (-14,13%) e do ovo de galinha (-7,40%).

Porto Alegre

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,96% na Região Metropolitana de Porto Alegre em setembro, após deflação registrada no mês de agosto (-0,27%). Das 16 áreas pesquisadas, seis tiveram variação positiva acima do índice nacional (0,82%), incluindo Porto Alegre. No ano, o IPCA da Região Metropolitana acumula alta de 3,93% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,02%, acima dos 4,54% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a variação em Porto Alegre havia sido de 0,50%.

Em setembro de 2026, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços. A maior variação e o maior impacto sobre o IPCA regional foi exercido pelo grupo Habitação, que teve alta de 2,79% e somou 0,40 p.p. ao resultado global de 0,96%. Na sequência, vieram Transportes (1,23% e 0,25 p.p.) e Alimentação e bebidas (1,07% e 0,23 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,04% de Saúde e cuidados pessoais e o 0,85% de Vestuário.

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