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Instruções de busca e apreensão contra Collor e outros políticos só foram passadas a agentes às 4h30min da manhã

Fernando Collor foi um dos notórios personagens políticos da Operação Politeia. (Foto: Evaristo Sá/AFP)

A maior operação já feita contra políticos no Brasil foi objeto de sigilo obsessivo por parte de seus participantes na Polícia Federal e no Ministério Público Federal. Os últimos detalhes da Operação Politeia, que faz referência à cidade sem corrupção da República totalitária propugnada por Platão, foram alinhavados para uma plateia de delegados e procuradores às 4h30min do dia de sua execução – terça-feira passada, 14 de julho.

Foram 53 mandados de busca e apreensão em seis Estados. Só em Brasília, 80 investigadores ouviam na alta madrugada as orientações e endereços dos chamados alvos, os personagens que sofreriam as batidas.
Entre eles, notórios personagens do mundo político, como os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

Risco de confronto
Na Politeia, os investigadores anteviram risco de tiroteio em uma diligência cumprida na Bahia. O dono da casa era um ex-policial. O confronto não ocorreu.

Na emblemática Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília, o contratempo foi outro. A mulher do senador, inconformada com a ação, perguntava se os investigadores estavam filmando as buscas. “Vocês não podem violar a nossa privacidade”, justificava ela.

A operação terminou cerca de 17 horas depois, com a última diligência concluída às 21h30min. O balanço geral registrou a apreensão de oito veículos, cerca de 4 milhões de reais, joias, obras de arte, relógios, mídias e parte do universo político apreensivo com a possibilidade de, em alguma hora, ver o dia começar antes das 6h. (Folhapress)

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