Ícone do site Jornal O Sul

Integrantes do governo avaliam que, apesar da negativa inicial da defesa, o ex-deputado da mala poderá negociar uma delação premiada que cite o presidente

Rocha Loures afirmou em depoimento à Justiça que entrou em pânico ao receber a mala. (Foto: Reprodução)

Integrantes do governo de Michel Temer avaliam que, apesar da negativa inicial da defesa, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures poderá negociar uma delação premiada que implique o presidente, o que aceleraria o que consideram ser uma escalada da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o Planalto.

Entre os assessores de Temer, há quem acredite que os desdobramentos da crise, com a prisão de Loures, podem resultar na antecipação da denúncia e até mesmo na abertura de mais um inquérito contra o presidente, além de ampliar o desgaste político do governo, que tenta se segurar sob ameaças de desembarque de aliados.

No Planalto, a avaliação de consenso é a de que a prisão de Loures impactará politicamente o julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que, nesta terça-feira, volta a analisar a ação que pode cassar a chapa Dilma-Temer.

A crença é de que o humor dos sete ministros da corte eleitoral pode ser influenciada pela opinião pública, diante do agravamento do quadro político após a prisão de um ex-assessor especial do presidente da República.

A defesa de Temer, porém, ainda estuda uma eventual revisão de estratégia, caso avalie que não há mais possibilidade de vencer no plenário. Até o fim desta semana, o governo contava com um placar favorável – de 4 votos a 3 – para absolver a chapa, mas agora pode tentar protelar o julgamento, com um pedido de vista.

Sair da versão mobile