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Interventor federal diz que o “Rio de Janeiro é um laboratório para o Brasil”

O general Walter Braga Netto é quem assina a nota contestada pelo Ministério Público Federal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O interventor federal na Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, general do Exército Walter Souza Braga Netto, afirmou, na manhã desta terça-feira (27), que o Rio é um laboratório para o Brasil.

“As inteligências, elas sempre funcionaram. Quando você centraliza e unifica o comando, a tendência é que isso agilize o trabalho de inteligência. Mas elas sempre trocaram informações. O que deverá ocorrer agora é uma maior agilidade. O Rio de Janeiro, ele é um laboratório para o Brasil. Se será difundido o que está sendo feito aqui para o Brasil, aí já não cabe a mim responder”, afirmou o general.

O objetivo da intervenção federal, segundo ele, é “recuperar a credibilidade” da segurança pública no Estado. O militar e outros membros do gabinete de intervenção concederam uma entrevista coletiva. O general Braga Netto participou da ação de ocupação da Maré pelo Exército entre 2014 e 2015, mas segundo ele, as ações não devem se repetir: “Não existe planejamento de ações permanentes em comunidades”.

Ainda de acordo com o general, é fundamental valorizar as polícias, aumentar recursos no setor de inteligência, fortalecer corregedorias e deixar legado. Por conta da violência, o Estado do RJ está sob intervenção federal até 31 de dezembro deste ano. “Nossa missão é recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e baixar os índices de criminalidade no Estado do Rio de Janeiro”, destacou Braga Netto.

De acordo com ele, “toda a sistemática” da segurança pública será mantida em um primeiro momento, até que tudo seja avaliado. Além do interventor, participaram da coletiva o chefe de gabinete da intervenção, Mauro Sinott; o secretário de Administração Penitenciária, David Anthony; o secretário da Segurança, Richard Nunes; e o secretário da Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Roberto Robadey Costa Junior.

Questionado sobre a primeira medida a ser tomada, Braga Netto disse que é a instalação do gabinete e que, depois, tomará uma série de providências para que a população “perceba” a sensação de segurança. As polícias serão valorizadas através da nomeação de chefes e comandantes escolhidos dentro das próprias corporações.

Secretário

O general da ativa do Exército Richard Fernandes Nunes comandará a Secretaria de Segurança Pública do RJ durante o período da intervenção federal na pasta. Ele foi oficialmente nomeado nesta terça-feira por Braga Netto.

Favelas

Na segunda-feira (26), o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, afirmou que o Exército não está fichando nem fotografando moradores de favelas do Rio de Janeiro. Na última sexta-feira (23), agentes da Força Nacional de Segurança abordaram moradores da Vila Kennedy, da Vila Aliança e da Coreia, na Zona Oeste da capital fluminense, e fotografaram os seus documentos de identificação.

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