A Invest RS realizará entre 2 e 13 de novembro uma missão à China e ao Japão para prospectar investimentos em transição energética, infraestrutura e inovação, em uma iniciativa que busca ampliar a participação do Rio Grande do Sul na disputa global por projetos ligados à economia de baixo carbono.
A agenda inclui reuniões com empresas, bancos de desenvolvimento, associações empresariais e órgãos governamentais em Shanghai, Wuhan, Beijing, Baoding e Tóquio. O roteiro ocorre em um momento de expansão dos investimentos internacionais em energias renováveis, descarbonização industrial e mobilidade sustentável, áreas tratadas pelo governo gaúcho como estratégicas para a atração de capital estrangeiro.
A missão será liderada pelo diretor de Atração de Investimentos e Promoção Comercial da Invest RS, Fabrício Forest, e pela analista de Negócios Paloma Antonio. Segundo a agência, o objetivo é ampliar relacionamentos com investidores asiáticos e apresentar oportunidades em setores nos quais o Estado busca consolidar vantagens competitivas.
“A nossa presença na China e no Japão reforça o compromisso do Rio Grande do Sul em construir parcerias duradouras com grandes atores globais. Estamos apresentando os diferenciais competitivos do nosso Estado, com foco em ativos sustentáveis, inovação e transição energética, mostrando aos investidores asiáticos que o RS reúne as condições ideais para receber projetos estruturantes e gerar novas oportunidades de desenvolvimento econômico”, afirma Forest.
O principal compromisso da etapa chinesa será o New Energies Event, programado para 3 de novembro em Wuhan, capital da província de Hubei. Realizado em parceria com a China New Energy Chamber of Commerce, o encontro será dedicado à apresentação do potencial gaúcho em energias renováveis e deverá reunir empresas ligadas ao segmento de transição energética.
Além da conferência, a Invest RS pretende aprofundar a cooperação econômica com Hubei, considerada província irmã do Rio Grande do Sul, e ampliar contatos com grupos empresariais interessados em oportunidades de investimento na América Latina.
“É a nossa agência criando conexões seguras e duradouras com oportunidades de negócios, onde quer que elas estejam”, afirma Forest.
A programação na China contempla ainda participação em agendas associadas à China International Import Expo (CIIE), realizada em Shanghai, além de reuniões com instituições financeiras multilaterais. Em Beijing e Baoding, a comitiva terá encontros voltados a temas como logística, descarbonização, mobilidade sustentável e desenvolvimento industrial.
A partir de 11 de novembro, a missão segue para Tóquio. No Japão, a Invest RS participará do FT Locations: Investing in Americas e do Nikkei Management Forum, fóruns que reúnem investidores, executivos e representantes governamentais para discutir oportunidades de negócios e expansão internacional.
De acordo com a agência, as discussões deverão se concentrar em transição energética, infraestrutura digital, matrizes renováveis e mecanismos de financiamento de longo prazo, temas que ganharam relevância na estratégia de desenvolvimento econômico do Estado.
Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, a agenda busca ampliar a visibilidade internacional do Rio Grande do Sul e fortalecer sua inserção nos fluxos globais de investimento.
“Queremos projetar o Rio Grande do Sul e prospectar novos fluxos de capital internacional, consolidando o Estado como um ambiente seguro e competitivo para investimentos na América Latina”, afirma.
A missão também ocorre no contexto da expansão da presença institucional da Invest RS na China. Em agosto, a agência inaugurou uma representação permanente em Shanghai, considerada um dos principais centros financeiros e empresariais do país. A estrutura é responsável pela prospecção de oportunidades de negócios, acompanhamento de projetos e aproximação com investidores e empresas chinesas.
A avaliação da agência é que a manutenção de uma base permanente no país asiático permitirá maior capacidade de acompanhamento de negociações e fortalecerá a estratégia de atração de investimentos estrangeiros, além de ampliar oportunidades para empresas gaúchas interessadas no mercado chinês. (por Gisele Flores -gisele@pampa.com.br)
