“É esse o prédio do Lula?”, questiona uma mulher ao marido ao passar diante do condomínio Solaris, na praia das Astúrias, no Guarujá (litoral de SP). “Fora PT”, grita um motorista de dentro de uma caminhonete. Essas cenas, flagradas na tarde dessa quinta-feira, têm sido rotina principalmente desde que foi deflagrada, na quarta-feira, a Triplo X, a nova fase da Operação Lava-Jato, que apura supostas irregularidades envolvendo o condomínio e a empreiteira OAS.
O ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, compraram em 2005, por meio da cooperativa habitacional Bancoop, uma cota para ter um apartamento no edifício Solaris.
Em 2006, a cota, no valor de 47.695,38 reais, apareceu na declaração de bens de Lula, que concorria à reeleição. Após a cooperativa entrar em crise, o empreendimento foi transferido para a construtora OAS, em 2009.
Em novembro do ano passado, a assessoria do ex-presidente afirmou que ele e sua família haviam desistido de ficar com o imóvel. Eles resgataram a cota, segundo a defesa do petista. (Folhapress)
