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Investigados na Operação Lava-Jato tentam refazer a vida após a exposição por mandados de busca e conduções coercitivas

A jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, foi inocentada. (Foto: Agência Senado)

A reunião do condomínio começou com a reivindicação de um morador sobre a quadra do prédio. De pronto, ouviu a resposta do marido da síndica, um advogado: “Ei, o que você está pedindo? Você é um condenado da Justiça!”. Já era o segundo edifício em que um envolvido na Operação Lava-Jato morava naquele ano — ele se mudara anteriormente em razão do constrangimento causado pela sua condução coercitiva. Meses depois, o empresário foi absolvido, mas do trauma ele parece não ter se livrado.

A Lava-Jato condenou 90 pessoas, mas o empresário é um dos 40 absolvidos depois de uma série de citações e denúncias. Entre os inocentados está também a jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, inocentada por Sérgio Moro. Para o juiz, não havia provas de que ela soubesse do esquema que beneficiou o marido e que teria bancado compras suas no exterior. Cláudia, no entanto, ainda responde a uma ação cível por improbidade administrativa.

A lista de absolvidos inclui desde sócios de empreiteiras, como José Antunes Sobrinho, da Engevix, até desconhecidos, como Maria Dirce Penasso, mãe da doleira Nelma Kodama — famosa por cantar “Amada Amante”, de Roberto Carlos, em depoimento à CPI, quando questionada sobre o caso que mantinha com o doleiro Alberto Youssef.

 

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