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Irã proíbe exportação de alimentos devido à guerra; maiores compras do Brasil são de pistache e uva passa

As maiores compras agrícolas do Brasil são de pistaches (foto) e uva passa, segundo dados do Ministério da Agricultura. (Foto: Divulgação)

O governo iraniano anunciou nessa terça-feira (3) a proibição da exportação de alimentos e produtos agrícolas devido ao conflito com Israel e os Estados Unidos. “A exportação de todos os alimentos e produtos agrícolas está proibida até segunda ordem”, informou a agência de notícias Tasnim, citando um comunicado do governo.

“O governo está priorizando o fornecimento de bens essenciais à população”, acrescentou.

O Brasil não importa alimentos essenciais do Irã. As maiores compras agrícolas são de pistaches e uva passa, segundo dados do Ministério da Agricultura. O Irã acionou um plano de emergência no sábado, dia em que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra a República Islâmica, que resultou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, e de vários oficiais militares de alta patente.

Impacto na economia mundial

O impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia mundial vai depender de quanto tempo o conflito durar e do tamanho dos danos à infraestrutura e às indústrias da região, especialmente se a alta nos preços da energia for passageira ou mais prolongada.

A avaliação é do vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dan Katz.

Segundo ele, se a incerteza persistir e os preços da energia continuarem elevados por mais tempo, os bancos centrais devem agir com cautela e avaliar os desdobramentos antes de tomar decisões.

Katz afirmou que o conflito pode afetar a inflação, o crescimento e outros indicadores, mas que ainda é cedo para medir o tamanho desse impacto.

Antes da escalada recente, o FMI projetava crescimento global de 3,3% em 2026, apoiado, entre outros fatores, pelos investimentos em inteligência artificial e pela expectativa de ganhos de produtividade.

Agora, a instituição monitora possíveis efeitos sobre o comércio, a atividade econômica, os preços da energia e a volatilidade dos mercados financeiros.

O FMI também avalia os impactos diretos na região, como danos à infraestrutura e interrupções em setores importantes, como turismo, transporte aéreo e, principalmente, energia.

Nessa terça-feira, o petróleo voltou a subir, após o Irã ameaçar atacar navios no Estreito de Ormuz. O barril do Brent chegou a US$ 83, cerca de 15% acima do nível da sexta-feira.

Katz afirmou que, se a alta da energia for temporária, os bancos centrais tendem a não reagir de imediato, já que costumam dar mais peso à inflação que exclui itens mais voláteis.

No entanto, se o choque for duradouro e começar a afetar as expectativas de inflação, pode haver resposta na política de juros.

Ele lembrou que, após a pandemia, o avanço da inflação em 2022 foi influenciado pelo aumento dos preços de energia ligado à guerra na Ucrânia, o que acabou pressionando outros preços na economia. Com informações são da agência de notícias Reuters.

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