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Isolada desde 1949, Taiwan manterá reunião histórica com a China neste sábado

Ministério da Defesa de Taiwan afirma que Pequim despachou 39 aeronaves militares no sábado (3) e 38 na sexta-feira (2) para missões em seu território. (Foto: Reprodução)

Ela não é membro da ONU (Organização das Nações Unidas). Nas Olimpíadas, compete como “Taipei Chinesa”. A maioria dos países não a reconhece como um país. A economicamente dinâmica e autogovernada ilha de Taiwan luta contra o isolamento diplomático e uma identidade conflituosa que não faz dela uma nação soberana – embora muitos taiwaneses digam o contrário. Taiwan tem independência de fato da China continental, mas isso nunca foi formalizado. Por isso, ela ainda compete para ser a “verdadeira China”.

A ilha manteve seu nome oficial de “República da China”, associado a uma Constituição que define que seu território abrange a porção continental. Na opinião da China comunista, porém, Taiwan é parte de seu território e insiste que os dois lados se reúnam em algum momento. Entre os 23,5 milhões de taiwaneses, o sentimento pró-reunificação com a China vai diminuindo. Pesquisas mostram maiorias significativas que apoiam manter apenas o status quo de independência de fato.

Essas contradições corroboram a política da ilha, que toma posição de frente com o anúncio de conversas entre os presidentes de China e Taiwan neste fim de semana em Cingapura – o primeiro desde que os dois lados romperam na guerra civil chinesa. A identidade complicada de Taiwan vem de uma história recente tumultuada.

Antiga colônia japonesa, Taiwan – historicamente chamada de Formosa, um nome dado por navegadores portugueses – foi entregue à República da China sob os termos da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial. Mas quando os comunistas de Mao Tsé-tung ganharam a guerra civil chinesa, em 1949, os nacionalistas derrotados de Chiang Kai-shek transferiram seu governo inteiramente para a ilha. Décadas de repressão política se seguiram até que Taiwan se tornasse cada vez mais isolada diplomaticamente, finalmente perdendo seu assento no Conselho de Segurança da ONU para a ascendente República Popular da China, em 1971.

Oposição democrática

Os EUA, então, romperam laços com a ilha em 1979, mas, até o final dos anos 1980, a oposição democrática pró-independência passa a ter vitórias eleitorais sobre os nacionalistas da linha dura. O arranjo pode ser arruinado caso Pequim conclua que medidas mais duras sejam necessárias, deixando Taiwan como um órfão internacional. (Folhapress)

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