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Israel envia navios de guerra ao Mar Vermelho

As embarcações são da classe Saar e foram fotografadas patrulhando perto do porto de Eilat, no Mar Vermelho. (Foto: Reprodução)

Navios de guerra israelenses chegaram na terça-feira (31) ao Mar Vermelho, de acordo com imagens divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel. A medida foi tomada no mesmo dia em que a milícia huthi, que governa o norte do Iêmen, ter reivindicado um ataque com mísseis balísticos e um “grande número de drones” contra a cidade turística de Eilat, no sul de Israel, em resposta ao bombardeio militar israelense na Faixa de Gaza.

As embarcações são da classe Saar e foram fotografadas patrulhando perto do porto de Eilat, no Mar Vermelho, informou a rede de televisão Al Jazeera.

“De acordo com a avaliação situacional e como parte dos esforços defensivos na área, ontem (terça-feira), navios com mísseis da Marinha israelense chegaram à área do Mar Vermelho”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel por meio de um comunicado no Telegram.

Os rebeldes huthi, apoiados pelo Irã, publicaram o primeiro vídeo mostrando lançamentos de mísseis e drones do Iêmen em direção a alvos em Israel. Segundo o Times Of Israel, alguns dos projéteis foram interceptados por sistemas de defesa aérea e caças israelenses. No entanto, um dos mísseis atingiu o deserto da Jordânia.

“As Forças Armadas do Iêmen confirmam que continuarão a realizar ataques qualitativos com mísseis e drones até que a agressão israelense cesse”, informaram os huthis por meio de um comunicado transmitido pela TV al-Masirah, dos rebeldes, na terça-feira.

Segundo o comunicado, os rebeldes huthi “lançaram um grande lote de mísseis balísticos e um grande número de aeronaves armadas” contra Israel nesta terça-feira, na terceira operação desse tipo desde o início da ofensiva israelense contra Gaza, em 7 de outubro, após o Hamas realizar o pior ataque da História de Israel.

Bombardeio

Autoridades de organizações como ONU, Otan e União Europeia e vários países condenaram o bombardeio realizado por Israel na terça-feira (31) a alvos do grupo terrorista Hamas em Jabalia, o maior campo de refugiados da Faixa de Gaza.

O bombardeio deixou 50 mortos e mais de 100 feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que é comandado pelo grupo terrorista Hamas, e não foi confirmado de forma independente.

O Ministério da Defesa de Israel informou que a investida matou “muitos terroristas do Hamas”, inclusive Ebrahim Biari, que comandava um batalhão do Hamas e que foi um dos líderes do ataque terrorista do dia 7 de outubro contra o território de israelense.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o bombardeio, disse seu porta-voz nessa quarta-feira (1º).

“O secretário-geral está horrorizado com a escalada da violência em Gaza, incluindo as mortes de palestinos, entre eles mulheres e crianças, em ataques aéreos israelenses em áreas residenciais do campo de refugiados de Jabalia”, disse o porta-voz Stephane Dujarric.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, mencionou a questão em um discurso aos parlamentares dos países nórdicos em Oslo na terça-feira.

“Condenamos os ataques terroristas do Hamas contra Israel. Ao mesmo tempo, é importante que a resposta de Israel ocorra dentro do direito internacional, que as vidas dos civis sejam protegidas e que a ajuda humanitária chegue a Gaza”, afirmou.

O principal diplomata da União Europeia, Josep Borrell, se pronunciou nessa quarta-feira.

“Com base na posição clara do Conselho da União Europeia de que Israel tem o direito de se defender em conformidade com o direito humanitário internacional e de garantir a proteção de todos os civis, estou consternado com o elevado número de vítimas após o bombardeamento por Israel do campo de refugiados de Jabalia”, disse Borrell em comunicado. “As leis da guerra e da humanidade devem ser sempre aplicadas, inclusive quando se trata de assistência humanitária.” As informações são do jornal O Globo e do portal de notícias G1.

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