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Israel estima que 200 reféns, incluindo 30 menores, estão sendo mantidos em Gaza

As Forças de Defesa de Israel notificaram as famílias de 203 pessoas que estariam sendo mantidas reféns pelo grupo radical islâmico Hamas. (Foto: Reprodução)

Cerca de 200 pessoas, incluindo 30 menores e crianças pequenas e 20 pessoas com mais de 60 anos, estão sendo mantidas como reféns em Gaza, disse a emissora pública israelense Kan nessa quinta-feira (19), citando fontes militares.

A reportagem informou que outros 100 a 200 israelenses ainda estão desaparecidos e que os serviços de emergência ainda estão procurando corpos de pessoas mortas no ataque do Hamas em 7 de outubro.

As Forças de Defesa de Israel notificaram as famílias de 203 pessoas que estariam sendo mantidas reféns pelo grupo radical islâmico Hamas. A informação foi confirmada pelo porta-voz das FDI, o contra-almirante Daniel Hagari, nessa quinta-feira (19).

Os militares tinham vários graus de confiança na sua avaliação — e disseram que não podiam ter certeza sobre o número total de reféns detidos em Gaza. “As famílias dos 203 sequestrados foram notificadas. Deles, alguns são de alta probabilidade e outros de média ou baixa probabilidade”, disse Hagari, acrescentando que o número não é definitivo.

No mesmo briefing, Hagari disse que os militares notificaram as famílias de 306 soldados mortos desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em 7 de outubro.

Um porta-voz do braço militar do Hamas, as Brigadas Al-Qassam, disse numa declaração em vídeo na semana passada que o número de reféns capturados pelo Hamas durante o ataque a Israel estava entre 200-250.

O Hamas divulgou na semana passada o primeiro vídeo de uma das reféns: Mia Schem, uma mulher franco-israelense de 21 anos. No vídeo, Schem disse que ficou ferida e foi levada para Gaza, depois implorou para voltar para casa, para sua família.

Jornalistas mortos

Em outra frente, em 13 dias, a guerra entre Israel e Hamas matou 19 jornalistas, entre palestinos, israelenses e um libanês. As maiores baixas estão em Gaza, onde os profissionais de imprensa tentam fazer a cobertura do conflito e, ao mesmo tempo, socorrer suas famílias de bombardeios, de acordo com o Comitê para a Proteção de Jornalistas.

Quinze dos jornalistas mortos são palestinos. É o caso de Abdulhadid Habib, que trabalhava para a agência de notícias Al-Manara, morto na última segunda-feira com a família em um ataque com mísseis em sua casa no bairro de Zeitoun, no Sul da cidade de Gaza.

Ahmed Shebab, da Rádio Sowt Al-Asra, morreu há uma semana com a esposa e os três filhos, em casa, atingida por um bombardeio em Jabalia, no norte da Cidade de Gaza.

“O CPJ enfatiza que os jornalistas são civis que realizam um trabalho importante na crise e não devem ser alvo de partes em conflito” afirma o coordenador para o Oriente Médio, Sherif Mansour, na página da entidade.

De acordo com o comitê, oito jornalistas ficaram feridos e três estão desaparecidos.

A segurança de jornalistas numa área densamente povoada como Gaza é nula, assim como as condições precárias para transmitir o material produzido. Jornalistas locais atuam como colaboradores para meios de comunicação do Ocidente.

“Estou tentando fazer o meu trabalho de divulgar o que está acontecendo em Gaza, mas a falta de internet e eletricidade me impede. Lamento muito que esteja fora do meu alcance”, resumiu o cinegrafista e documentarista Yousef D. Hammash. As informações são da agência de notícias Reuters, da CNN e do portal de notícias G1.

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