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Israel tira guardas das fronteiras para conter confrontos internos

As votações de 1º de novembro podem trazer de volta Netanyahu. (Foto: Reprodução)

O governo de Israel mobilizou guardas que policiam a fronteira com a Cisjordânia para conter a crescente violência entre comunidades árabes e israelenses no interior do país. A situação acentua a tensão provocada pela violência em Gaza e na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

Pressionado politicamente, o premiê Binyamin Netanyahu disse que a violência nas ruas é um risco maior para o país que o confronto com o Hamas.

Mais de 400 pessoas foram presas nos últimos dias nos distúrbios entre árabes e israelenses no país. Episódios violentos foram registrados em ao menos seis cidades. Carros, saques e destruição de propriedade nesses locais já preocupam as autoridades israelenses.

Confrontos entre israelenses e árabes estão cada vez mais violentos e incluem espancamentos, tiroteios e ataques a faca, bem como linchamentos de lado a lado.

O ministro da Defesa, Benny Gantz, enviou tropas que protegem a fronteira com a Cisjordânia para conter os protestos. “Estamos numa situação de emergência”, disse o ministro.

Netanyahu visitou a cidade de Lod, onde 40% da população é palestina e foi foco dos primeiros conflitos com israelenses. “Não temos maior ameaça ao país que esses confrontos e não temos escolha a não ser restaurar a lei e a ordem nesses locais”, disse.

Lod está isolada, com um toque de recolher a partir do pôr do sol. Confrontos preocupam em outras cidades como Haifa, Bersheeva e Tiberias.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, disse que uma potencial guerra civil entre árabes e judeus seria uma ameaça à existência do Estado de Israel. “É um risco muito maior do que qualquer ameaça externa”, disse.

Tropas terrestres

Tropas israelenses atacaram a Faixa de Gaza por terra no começo da madrugada da sexta-feira (14), noite de quinta, 13, no horário de Brasília (DF). É a primeira vez no atual conflito com o Hamas que o Exército de Israel usa tropas terrestres contra o território palestino. Segundo os militares israelenses, peças de artilharia, tanques e aviões realizaram uma operação conjunta contra o Hamas e outros grupos militantes.

O ataque em terra, que partiu do lado israelense da fronteira, chegou a provocar rumores de que o Exército teria invadido o território palestino em função de um erro de comunicação das Forças Armadas.

“A aviação israelense e tropas em terra realizam atualmente um ataque na Faixa de Gaza”, declarou o exército em um um primeiro momento, para depois esclarecer que o ataque veio do lado israelense da fronteira, sem incursão terrestre.

Uma hipótese para a ofensiva é um ataque a bases de lançamento de foguetes contra o território israelense, que ficam perto da divisa do enclave.

Horas antes do anúncio da operação, Israel convocou 9 mil reservistas e colocou todas as tropas de combate em alerta, em um sinal de que a escalada do conflito era iminente. O ataque ocorre em meio à pressão internacional por uma saída diplomática para a crise.

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