O governo da Itália aprovou um decreto que autoriza a realização de testes de sistemas de votação e apuração eletrônicos no país. Atualmente, todas as eleições e consultas populares na Itália são feitas por meio de cédulas em papel, mas o governo quer experimentar formas mais ágeis de realizar o processo eleitoral.
Segundo o decreto, os testes ocorrerão de forma gradual, sendo que a primeira fase prevê uma simulação de voto e apuração, sem valor legal, com uma amostra “significativa” do eleitorado.
Se a experimentação tiver resultados positivos, a segunda fase ocorrerá durante uma votação real. “Confiamos no sucesso do teste. Graças à tecnologia, podemos levar o direito a voto para milhões de cidadãos”, disse o presidente da Comissão Constitucional da Câmara dos Deputados, Giuseppe Brescia.
De acordo com o parlamentar, existem atualmente cerca de 3 milhões de pessoas que estudam ou trabalham fora de seu distrito eleitoral. O governo, no entanto, não estabeleceu prazos para testar o voto eletrônico.
Brasil
No Brasil, o pontapé inicial para a criação do sistema informatizado de votação foi dado em 1985, com a consolidação do cadastro único e automatizado de eleitores. Em 1996, mais de 32 milhões de brasileiros de 57 cidades com mais de 200 mil eleitores votaram em 77.969 urnas eletrônicas. Nas Eleições Municipais de 2000, a tecnologia chegou a todos os cantos do país, no primeiro pleito totalmente informatizado do Brasil.
Após o seu surgimento na vida dos brasileiros, o modelo da urna eletrônica passou por inovações periódicas, em licitações conduzidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o objetivo de “renovar o parque tecnológico na área, bem como de aumentar o número de urnas em razão do próprio crescimento vegetativo do eleitorado”.
“Sucederam-se as aquisições e produções de novas urnas eletrônicas por empresas licitadas em processos totalmente transparentes, precedidos por audiências públicas abertas a todos os órgãos de controle e fiscalização, como o Ministério Público, a partidos políticos e a organismos sociais.
A vida útil das urnas eletrônicas é de dez anos. Após esse prazo, elas são descartadas e recicladas. Para isso, o TSE promove licitação para contratar uma empresa, que deve seguir um rigoroso processo de segurança para o descarte, que precisa ser ecologicamente correto. No final, a empresa deve apresentar ao Tribunal um relatório sobre as providências tomadas”, diz o tribunal. As informações são da agência de notícias Ansa e do TSE.
