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Já na mira de vários juízes e promotores por uma série de transações econômicas e benefícios obtidos de sócios, a ex-presidenta da Argentina voltou a ser alvo da Justiça

Cristina se considera vítima de perseguição política. (Foto: Administración Nacional de La Seguridade Social)

A ex-presidenta argentina Cristina Kirchner voltou a ser alvo da Justiça. Apenas um mês após chamá-la para prestar depoimento, o juiz Claudio Bonadio abriu processo contra ela em um caso no qual a ex-mandatária é investigada por suposta associação ilícita que provocou prejuízo estimado em 27 bilhões de pesos (quase 7 bilhões de reais) ao país por irregularidades em operações de venda de dólar futuro através do BC (Banco Central).

O juiz ordenou que bens de Cristina sejam embargados. Segundo Bonadio, as operações do BC que levaram a um enorme prejuízo em 2015 não poderiam ter sido concretizadas sem aval do Ministério da Economia e do Executivo.

Por conta disso, além de Cristina, viraram réus também o ex-ministro da Economia Axel Kicillof, hoje deputado, e o então chefe do BC, Alejandro Vanoli, além de outras 12 pessoas, todos funcionários ligados ao antigo governo. Cristina afirma que não cometeu crime de corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer outro delito previsto no Código Penal, e se considera vítima de “perseguição política”. (AG)

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