James Bond está de volta, em sua 24 aventura oficial – “007 Contra Spectre” –, em cartaz em Porto Alegre. O filme, segunda incursão do diretor Sam Mendes na franquia, amarra uma série de eventos ocorridos nos três filmes anteriores, todos protagonizados pelo inglês Daniel Craig, o atual Bond.
“Spectre”, que já arrecadou mais de 300 milhões de dólares no mundo todo, sai num momento cada vez mais politizado, e o carisma de um herói que pode ser resumido como um assassino misógino e elitista está em xeque. Craig defende a sua versão de Bond. “Não é tão machista, nem tão misógina quanto as anteriores”, disse.
Sobre o aspecto mulherengo do personagem, diz: “Ele é solitário pra cacete. Há uma grande tristeza nele. Ele está transando com essas garotas e então elas somem e isso é… triste.”
Seja como for, Bond conquistou 57 mulheres e ficou no “quase” com algumas outras ao longo dos 24 filmes da série, que mostraram a força delas conforme o movimento feminista crescia.
De “007 Contra Goldfinger” (1964) vem Pussy Galore, Bond Girl independente que pilota e comanda um time de aviadoras.
De “007: O Espião que Me Amava” (1977) vem a agente secreta russa Anya Amasova; em “007: Somente Para Seus Olhos” (1981) aparece a arqueira vingativa Melina Havelock.
O filme “007: Um Novo Dia para Morrer” tem em
, uma agente páreo para Bond e o recém-lançado “Spectre” segue a tendência com a impositiva Madeleine Swann e Lucia Sciarra, vivida por Mônica Bellucci, a Bond Girl mais velha até agora.
Não à toa, filmes como os da saga “Jogos Vorazes” e de outros menos óbvios, como “As Sufragistas” (ainda sem data de estreia no Brasil) têm puxado uma leva de produções de heroísmo feminino – tudo isso enquanto se discute um eventual sucessor a Craig: um ator negro como Idris Elba, uma Jane Bond, um 007 gay?
