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Eduardo Cunha teria conseguido 571 milhões de reais para primo do senador Caiado

(Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)

No pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo de deputado federal apresentado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que há indícios de que o peemedebista teria negociado o pagamento de propina em troca de aprovação preliminar de um aporte de 571 milhões de reais para a empresa de energia do Grupo Rialma, que pertence a Emival Caiado, primo do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Segundo o pedido do procurador-geral ao Supremo, o pagamento de propina em troca da aprovação do aporte correspondente a 49% da usina sairia de um fundo que conta com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

A Procuradoria-Geral da República teve acesso a uma anotação encontrada na agenda de José Carlos Cordeiro Rocha, da 33 Consultoria, Assessoria e Intermediação Imobiliária, que atua como lobista junto a órgãos públicos. No procedimento de busca e apreensão realizado nessa empresa foi encontrada, em uma agenda de 2014, uma anotação, na folha do dia 20 de março do ano passado, que mencionava a quantia de 600 milhões de reais para o “senhor Emival Caiado” junto com honorários de 3% do valor para Eduardo Cunha e o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto, e um registro denominado mensal de 20 mil reais.

Segundo Janot, a anotação coloca Cleto e seu padrinho Cunha em situação “muito semelhante” aos fatos narrados pelos delatores Ricardo Pernambucano e Ricardo Pernambucano Junior. Donos da Carioca Engenharia, eles disseram que pagaram 52 milhões de reais em propina para a liberação de recursos do FGTS na Caixa. (Murilo Rodrigues Alves/AE)

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