O ministro da Defesa, Jaques Wagner, afirmou na quarta-feira, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, que, se receber o convite da presidenta Dilma Rousseff, está disposto a suceder Aloizio Mercadante na chefia da Casa Civil. O petista deve ocupar o lugar de Mercadante que volta para o MEC (Ministério da Educação).
Na tentativa de conter as constantes rebeliões na base governista, a mandatária prepara mudanças no primeiro escalão que devem ampliar o espaço do PMDB no governo. O anúncio da reforma ministerial está previsto para esta quinta-feira. “Se for ter um convite, a gente sempre assume a tarefa. Sou parte desse projeto, o que eu puder ajudar, eu vou continuar ajudando”, disse Wagner.
A transferência do ex-governador da Bahia para a Casa Civil deve gerar uma dança das cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Além do retorno de Mercadante para o MEC, Aldo Rebelo deve trocar a chefia da Ciência e Tecnologia pelo comando do Ministério da Defesa.
Os líderes no Senado do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e do governo, Delcídio do Amaral (PT-MS), elogiaram a possível ida de Wagner para a Casa Civil. Para Oliveira, a eventual troca “amplia” diálogo do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional.
“Acho que a troca do minstro [Aloizio] Mercadante pelo ministro Jaques Wagner modifica, amplia esse diálogo aqui dentro do Congresso Nacional”, declarou Oliveira. Segundo ele, a relação do PMDB no Senado com Mercadante não era tumultuada. “Da minha parte não tenho queixas a fazer do ministro Mercadante durante o período que eu fui líder e ele ministro da Casa Civil”, acrescentou o peemedebista.
A ida de Wagner para a Casa Civil foi defendida pelo PMDB e por integrantes do PT, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-governador da Bahia por duas vezes, o atual ministro da Defesa é considerado como um nome experiente na política e hábil na relação com o Congresso.
