O presidente norte-americano, Joe Biden, provocou o ex-presidente Donald Trump no último sábado (16) com piadas sobre a aptidão mental do seu adversário eleitoral durante um discurso no jantar do Clube Gridiron, uma tradição de Washington que começou nos anos 1880.
A aparição de Biden no jantar, um evento formal em que políticos e jornalistas trocam farpas bem humoradas, foi a primeira participação presencial de um presidente desde Donald Trump em 2018.
Biden, 81 anos, recentemente selou a indicação do Partido Democrata para a eleição presidencial deste ano e novamente enfrentará Trump, 77, em novembro. Biden está tentando atrair eleitores, aumentar seus baixos índices de aprovação e rechaçar preocupações de que está velho demais para concorrer novamente.
“Um candidato é velho demais e mentalmente incapaz para ser presidente. O outro sou eu”, disse Biden, no sábado, diante de mais de 650 convidados, incluindo o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, o fundador da Amazon e dono do Washington Post, Jeff Bezos, e o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, cuja empresa pode ser banida dos EUA por Biden.
Trump também já questionou a capacidade mental de Biden para ser presidente.
Trump
Já o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o presidente Joe Biden, de “burro” e “filho da…” em um evento eleitoral realizado também no sábado (16) em Dayton, no estado norte-americano de Ohio.
“Que tal mais algumas acusações, Joe, seu burro filho da…”, disse Trump.
A fala foi feita em um comício organizado por um grupo de apoiadores à candidatura ao Senado dos Estados Unidos do republicano Bernie Moreno.
Em inglês, Trump usou a expressão “son of a…”, insulto que pode ser traduzido para o português como “filho da puta” ou “filho da mãe” já que ele não completou a expressão no microfone.
No momento do xingamento, o ex-presidente se referia ao seu desempenho em pesquisas de intenção de voto, que vem crescendo conforme se multiplicam o número de acusações contra ele na Justiça americana.
Em outro ponto do discurso, quando falava sobre a diminuição de empregos na indústria automobilística dos EUA e sobre impor tarifas para automóveis fabricados no México e na China, Trump também disse que se não for eleito, “haverá banho de sangue”.
“Agora, se eu não for eleito, será um banho de sangue para todos – isso será o mínimo. Será um banho de sangue para o país”, declarou.
Logo em seguida, Trump prometeu que, se sair vitorioso em novembro, a China não poderá vender nenhum de seus veículos nos Estados Unidos. As informações são da agência de notícias Reuters e do portal de notícias G1.
