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Joesley Batista, da JBS/Friboi, depõe à Polícia Federal e confirma as acusações de depoimento anterior sobre o presidente Michel Temer

Supremo deu prazo até a próxima segunda para PF concluir inquérito que apura se presidente cometeu crimes. (Foto: Reprodução)

De volta ao Brasil desde domingo passado (11), o empresário Joesley Batista, dono da JBS, prestou novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (16), reforçando as acusações ao presidente Michel Temer. De acordo com seus advogados de defesa, o conteúdo foi o mesmo apresentado com provas na delação premiada firmada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo o empresário, o ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), preso desde o último dia 3, recebeu dinheiro que seria destinado a Temer e, em contrapartida, o grupo JBS receberia benefícios do governo. Posteriormente, a Polícia Federal filmou Rocha Loures saindo de um restaurante em São Paulo com uma mala com 500 mil reais em dinheiro.

Na operação, que resultou na delação de executivos da JBS, Joesley Batista gravou uma conversa com Michel Temer no Palácio Jaburu, residência do presidente da República. O encontro não foi registrada na agenda do presidente. No diálogo, a Procuradoria-Geral da República sustenta que Temer deu aval para que Joesley mantivesse uma mesada para o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso na Lava-Jato, com o objetivo de ele não fazer delação premiada.

Dias depois, Temer acusou o dono da JBS de distorcer e editar a gravação, e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal), que abriu inquérito contra o peemedebista a pedido da PGR, para que o processo só tivesse andamento após a perícia do áudio pela Polícia Federal. A PF ainda não concluiu a análise da gravação.

Na última quarta-feira (14), foi a vez de a PF ouvir Eduardo Cunha como testemunha no inquérito da JBS. Preso desde outubro, Cunha disse que seu silêncio “nunca esteve à venda”, negando que tenha recebido propina para não fazer delação. O ex-presidente da Câmara negou, também, que tenha sido procurado por Temer com o objetivo de negociar o seu silêncio.

Joesley responde Temer

A assessoria de Joesley Batista respondeu às acusações de Michel Temer, de que o empresário teria feito a delação, comprado dólares antes da alta da moeda em decorrência da divulgação da gravação, e estaria “livre e solto” em Nova york, nos Estados Unidos. A nota informa que o empresário viajou para a China e não para “passear na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República”.

Segundo a nota, o empresário participou de reuniões de trabalho em Brasília, na segunda-feira, e em São Paulo, na terça. O texto informa que Joesley continua a morar e a criar seus filhos no Brasil.

O empresário saiu do país em um jatinho particular pouco depois da divulgação de gravações feitas por ele de uma conversa com o presidente Michel Temer. O áudio motivou a abertura de um inquérito contra o presidente no STF.

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