Dizem alguns guias de viagem que escalar as pirâmides do Egito era permitido – quiçá configurava passeio daqueles obrigatórios – até os anos 1980. O tempo passou, a consciência acerca da preservação cresceu e a atividade se tornou passível de prisão. E nem isso impede algumas figuras de tentar a façanha. O último aventureiro foi um alemão de 18 anos, que, como bom representante de sua geração, logo jogou fotos e vídeos na internet (que viralizaram; só no Instagram foram 16 mil curtidas).
Andrej Ciesielski tem diversas publicações nas redes sociais do chamado “roofing” – escalada sem proteção em prédios e monumentos. Depois de se arriscar em cidades como Nova York (EUA) e Dubai (Emirados Árabes), em janeiro ele escalou os mais de 140 metros da Grande Pirâmide de Quéops (uma das sete maravilhas do mundo). Segundo ele, foram oito minutos de subida.
Um ambulante que o viu no começo da escalada só deu risada e, na metade do caminho, pessoas gritaram em árabe, provavelmente pedindo para ele descer. No alto, ele passou não mais do que cinco minutos fazendo fotos, para não deixar os policiais, já acionados, “ainda mais bravos”. (Gustavo Simon/Folhapress)
