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Jovem é morta com um tiro na cabeça durante assalto no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre

Nathana Marques, 23 anos, morava e trabalhava próximo ao local onde foi vítíma do latrocínio. (Foto: Reprodução/Facebook)

A jovem Nathana Stephany Marques Gay, 23 anos, foi morta com um tiro na cabeça durante um roubo no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, na madrugada desta segunda-feira. Segundo a BM (Brigada Militar), o crime ocorreu por volta das 2h, na Rua da República, próximo ao bar Pinguim (esquina com a Lima e Silva).

Informações preliminares indicam que ela e duas amigas caminhavam pelo local, após saírem de um bar na região, quando foram abordadas por um assaltante armado. Nathana, que morava e trabalhava no bairro, teria conseguido fugir com uma das garotas, mas voltou para ajudar a terceira amiga, rendida pelo criminoso e que teria caído no chão.

Nesse momento, “Nat” (como era chamada pelos conhecidos) teria sido baleada na região da têmpora, tendo morte instantânea. O autor do disparo (feito com um revólver de cano curto), por sua vez, correu até um carro Chevrolet Classic de cor prata, onde pelo menos um comparsa o aguardava. Testemunhas relataram que a dupla fugiu em alta velocidade, a bordo do veículo, rumo ao Centro Histórico.

As amigas de Nathana não se feriram, mas ainda estavam em choque ao prestarem depoimento à Polícia Civil, horas após o latrocínio. Os investigadores também ouvem outras testemunhas e analisam imagens de câmeras de segurança instaladas na região, na tentativa de identificar os responsáveis pelo crime.

Segundo a as duas jovens que a acompanhavam no momento do ataque, Nathana era natural de Viamão, ex-aluna do Colégio Júlio de Castilhos, funcionária de uma empresa de seguros na rua Lima e Silva e residia sozinha com um cão em uma casa própria na rua Joaquim Nabuco. Os seus pais já eram falecidos e ela não tinha outros parentes próximos, apenas uma madrinha.

Área problemática

Moradores do bairro Cidade Baixa foram recebidos na manhã dessa segunda-feira no Centro Integrado de Comando de Porto Alegre para tratarem de temas como comércio irregular, venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, som alto e aglomerações no espaço público.

A ação faz parte do GGIM (Gabinete de Gestão Integrada Municipal), que tem entre os seus integrantes a prefeitura (representada por secretarias como a de Segurança e de Desenvolvimento Econômico), a Polícia Civil e a BM (Brigada Militar). A reunião estava agendada desde a semana passada.

Encontros com a Associação dos Moradores do têm sido feitas regularmente, a fim de ouvir demandas locais, conforme explica o secretário municipal da Segurança, Rafael Oliveira:

“Precisamos do apoio da comunidade para a realização do nosso trabalho. Estamos empenhados em resolver os problemas do bairro, que é uma prioridade da prefeitura. Não queremos fechar o comércio nem acabar com a economia do bairro. Queremos o bom convívio num ambiente de forma salutar”.

Ainda segundo ele, a Guarda Municipal trabalha sempre com um efetivo de sete a nove viaturas no área, atuando em barreiras e na segurança dos fiscais. Durante a reunião, os órgãos de segurança informaram que a fiscalização e o policiamento serão mais intensos no bairro, com maior alcance e duração das ações.

De janeiro a agosto deste ano, foram fiscalizados 3.653 estabelecimentos comerciais em toda a cidade, o que representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período em 2018. A ofensiva resultou em pelo menos 839 autuações e 58 interdições de estabelecimentos.

No mesmo período, foram apreendidos mais de 115 mil itens irregulares comercializados por ambulantes ilegais. De acordo com o Executivo municipal, esse montante representa um aumento de 270% em relação ao mesmo período de 2018.

Na Cidade Baixa, especialmente, as operações de fiscalização ocorrem semanalmente. De julho até a noite desse domingo, 35 estabelecimentos comerciais foram vistoriados no bairro. Durante o feriadão, houve barreiras de trânsito, autuação de estabelecimentos comerciais por estarem em desacordo com os alvarás e ações para coibir som em volume alto.

Também participaram da reunião representantes da Procuradoria-Geral do Município, do Comando-Geral da Guarda Municipal, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), das secretarias municipais do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, e de Relações Institucionais, da Vigilância Sanitária, da Delegacia da Criança e do Adolescente, do Corpo de Bombeiros e do 9º BPM.

(Marcello Campos)

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