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Juiz da Lava-Jato rejeita pedido de aliado do presidente da Câmara dos Deputados para investigar advogada de delatores

Moro considerou que o documento parte de uma especulação abstrata, sem indícios ou provas de que Beatriz teria recebido pagamentos de origem criminosa. (Ricardo Borges/Folha Imagem)

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, rechaçou pedido do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) para apurar na CPI da Petrobras se a criminalista Beatriz Catta Preta, que renunciou à defesa de delatores do petrolão, recebeu recursos ilícitos pagos como honorários advocatícios. Em despacho publicado nessa quinta-feira, Moro afirmou que não é o caso de atender ao requerimento de Pansera, aprovado pela comissão parlamentar. O magistrado considerou que o documento parte de uma especulação abstrata, sem indícios ou provas de que Beatriz teria recebido pagamentos de origem criminosa.

Aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Pansera também é autor do requerimento de convocação da advogada para depor na CPI e de pedidos para quebrar o sigilo bancário de familiares do doleiro Alberto Youssef. O doleiro salientou que vem sendo intimidado pelo parlamentar a mando de Cunha.

Beatriz defendeu delatores do petrolão, como Paulo Roberto Costa (na fase em que firmou a colaboração premiada), Pedro Barusco, Augusto Ribeiro de Mendonça e Júlio Camargo. Youssef e Camargo disseram à Justiça que Cunha cobrou propina em contratos de navios-sonda da Petrobras. Segundo Camargo, o presidente da Câmara pediu 5 milhões de dólares. Cunha nega.

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