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Juiz discute com interventor no Rio o uso de verba da corrupção para equipar policiais

Se o acordo se confirmar, essa não será a primeira vez que dinheiro recuperado de corrupção será usado para atividades do Estado. (Foto: Reprodução)

O juiz da 7ª Vara Federal do Rio, Marcelo Bretas, reuni-se na manhã dessa quinta-feira com o general Walter Braga Netto, interventor federal na segurança do Estado. Durante 35 minutos, foi discutido o uso de verbas recuperadas em investigações de corrupção, como os esquemas pelos quais já foi condenado em 1ª instância o ex-governador Sérgio Cabral Filho (MDB), para aquisição de equipamentos para as polícias.

Sob escolta, o juiz Marcelo Bretas chegou ao prédio que abriga as varas criminais da Justiça Federal pouco antes das 11h. O general chegou pouco depois e usou outro acesso exclusivo para funcionários. O encontro ocorreu a portas fechadas.

Não foi divulgado de quem partiu a iniciativa para o uso do dinheiro na área da segurança nem qual a monta que poderá ser oferecida. “O general teve a oportunidade de declarar todo o apoio do gabinete de intervenção federal às ações da Operação Lava-Jato. E também estabelecer o fluxo das solicitações de apoio que são realizadas à Justiça com relação a recursos, que já são feitas desde o ano passado”, disse o Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção, após o término do encontro no fim da manhã.

O oficial disse acreditar que recursos poderão ser liberados em pouco tempo. “Esses recursos normalmente são destinados a equipamentos de tecnologia de investigação para a Polícia Civil e também para manutenção e aquisição de veículos para o apoio às polícias Civil e Militar”, acrescentou Itamar. Ele disse que toda verba que chega é “bem-vinda” e se junta ao “esforço que está sendo realizado para melhoria das condições da segurança pública”.

Se o acordo se confirmar, essa não será a primeira vez que dinheiro recuperado de corrupção será usado para atividades do Estado. No ano passado, Bretas já havia liberado milhões para pagamento de salários atrasados de servidores inativos, e também chegou a repassar verba para reforma de escolas.

Atuação

Pelo segundo dia seguido, militares realizam uma operação na comunidade de Vila Kennedy, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira.  A ação  foi deflagrada pelo Comando Conjunto e pela Secretaria de Segurança Pública com a coordenação do Gabinete de Intervenção Federal.

Com um efetivo de 1.400 militares das Forças Armadas, a operação envolve cerco, estabilização dinâmica da área e reforço no patrulhamento ostensivo. Segundo nota do Comando Militar do Leste, mandados de prisão podem ser cumpridos pela Polícia Civil, assim como a retirada de barricadas.

Os militares atuam com apoio de blindados, aeronaves e equipamentos pesados de engenharia. Algumas ruas e acessos nas áreas da operação poderão ser interditados e setores do espaço aéreo poderão ser controlados com restrições dinâmicas para aeronaves civis. As operações dos aeroportos.

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