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Juiz nega o pedido de atriz pornô para o julgamento rápido e um interrogatório antecipado no processo contra Donald Trump

Em seu processo, Daniels disse que um acordo para ficar em silêncio que assinou em troca dos 130 mil dólares é inválido, porque não foi assinado por Trump. (Foto: Reprodução)

Um juiz federal negou um pedido processual da atriz de filmes adultos Stormy Daniels para que ele ordenasse interrogatório antecipado sob juramento para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um julgamento rápido em um processo que ela apresentou contra Trump.

O juiz distrital dos EUA S. James Otero, de Los Angeles, decidiu que o pedido de Daniels, cujo nome verdadeiro é Stephanie Clifford, é “prematuro” e logo deveria ser rejeitado. O processo foi transferido de um tribunal estatal da Califórnia para um tribunal federal a pedido de Trump.

Otero disse que Trump e a Essential Consultants, uma companhia montada por Cohen e que pagou 130 mil dólares a Daniels em outubro de 2016, pouco antes da eleição presidencial, haviam dito à corte que desejam solicitar uma ordem para que o caso fosse enviado para arbitragem.

Em seu processo, Daniels disse que um acordo para ficar em silêncio que assinou em troca dos 130 mil dólares é inválido, porque não foi assinado por Trump. Ela e seu advogado também disseram que o pagamento foi uma contribuição ilegal de campanha.

Otero decidiu isto porque o pedido de Cohen e Trump por arbitragem no caso ainda não foi apresentado, porque seria prematuro para ele aceitar pedidos de Daniels por um julgamento rápido e por conta das descobertas limitadas no caso.

Mas após a decisão de Otero, Avenatti tuitou que a linguagem da decisão do tribunal “não é bom presságio para os réus e sugere que há uma forte possibilidade de que o tribunal irá por fim concordar com nossos pedidos por divulgação e um julgamento”.

Casa Branca nega

O presidente Donald Trump negou, por meio de um porta-voz, tudo o que ela disse, dos detalhes que deu sobre seu suposto encontro sexual com o republicano às ameaças que diz ter sofrido quando revelou o seu “affair” a uma revista.

Raj Shah, falando na sala de imprensa da Casa Branca, afirmou que Trump nega “fortemente, claramente e consistentemente” as alegações de Stephanie Clifford, nome real da atriz. O porta-voz acrescentou ainda que os relatos dela são inconsistentes.

Em entrevista ao jornalista Anderson Cooper no programa “60 Minutes”, da CBS, Clifford contou que um homem a seguiu num estacionamento em Las Vegas, viu sua filha e disse que seria “lastimável” se algo acontecesse à mãe daquela criança.

Shah afirmou ainda que “nada corrobora suas alegações” e que o presidente “não acredita que ela sofreu ameaças”.Trump até o momento não se manifestou sobre a entrevista nem tuitou sobre o caso, como ele costuma fazer.

Logo depois da exibição do programa, um representante legal de Michael Cohen, o advogado de Trump que pagou cerca de R$ 430 mil pelo silêncio da atriz pornô 11 dias antes da eleição presidencial de 2016, fez ameaças a Stormy Daniels e a seu advogado.

Na visão desse representante, a atriz teria insinuado que Cohen estava por trás da tentativa de intimidação de sete anos atrás e disse que processaria Stormy Daniels e seu advogado por difamação.

Enquanto isso, outros episódios em que Cohen ameaçou jornalistas apurando informações sobre Trump vieram à tona, como o caso de um repórter do site Daily Beast que divulgou uma mensagem em que Cohen prometia que arruinaria a sua vida.

Michael Avenatti, o advogado de Stormy Daniels, também deu uma série de entrevistas afirmando que o advogado de Trump tem um histórico de comportamento violento e que ele e a sua cliente mostrariam “quem ele é”. Nesse sentido, Avenatti anunciou ainda que vai processar Cohen por difamação por ele dizer que Stormy Daniels mentiu quando disse que teve um caso com Trump.

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